segunda-feira, 7 de julho de 2014

Dom Petrini fala sobre a resolução

 “Proteção à Família” do Conselho de Direitos Humanos da ONU

O Conselho de Direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), em seu 26° período de sessões, aprovou a resolução de “Proteção à Família”, que reconhece a família como o núcleo “natural e fundamental da sociedade, e tem direito a proteção por parte da sociedade e o Estado”.
Dom João Carlos Petrini, Bispo de Camaçari (BA), Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família e Diretor da seção brasileira do Pontificio Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimônio e Familia, em entrevista ao A12.com, comentou a resolução da ONU.
A12 - Como a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família da CNBB avalia a resolução "Proteção à Família" da ONU?
Dom João Carlos Petrini
Dom Petrini - É com grande alívio que tomamos conhecimento da resolução do Conselho de Direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), em seu 26° período de sessões de “Proteção à Família”, na qual a família é reconhecida como o núcleo “natural e fundamental da sociedade, e tem direito a proteção por parte da sociedade e o Estado”.
Trata-se de uma decisão importante e muito inesperada. O mundo da comunicação e também o mundo político pode ser alimentado e movido por informações que correspondem à realidade, observada a partir de estudos científicos sérios. Mas, pode ser alimentado também por ideologias elaboradas por grupos de militantes que não correspondem à realidade assim como ela pode ser observada, antes, tem como objetivo desconstruir a realidade da família, mesmo em sua positividade, procurando construir em seu lugar outra coisa, a partir das imagens que a ideologia sugere.
Existem muitos estudos¹ que, a partir de investigações de caráter científico, chegam à conclusão de que a família constitui um recurso essencial para o crescimento da pessoa e para o desenvolvimento da sociedade.  
A12 - É possível dizer que há uma tendência dos últimos tempos de tratar a família como o centro dos conflitos? Por quê? 
Dom Petrini - A família enfrenta circunstâncias sociais e culturais adversas. Por exemplo, as exigências atuais do trabalho não somente demandam muitas horas fora de casa que aumentam pelas dificuldades da mobilidade urbana. Esta circunstância afeta não somente os homens, mas também as mulheres. Além disso, especialmente quem está em cargo executivo, necessita viajar de uma capital a outra para responder às necessidades das empresas. Já nos anos 80, o sociólogo alemão Ulrich Beck afirmava que na sociedade moderna plenamente realizada não há lugar para a família, não há lugar para os filhos. Além dessas dificuldades objetivas, existem grupos que atribuem à família os piores males que afetam a mulher e os adolescentes: violências e opressões de todos os tipos. Por isso, a solução seria “des-familiarizar”, reduzir a família ao mínimo.
Já muitos passos foram dados nesse sentido. Um deles é a equiparação da família com qualquer convivência sob o mesmo teto motivada por algum tipo de afetividade: se tudo é família, então, nada é família. Perdem-se as características constitutivas da realidade familiar que tiveram vigência desde Adão e Eva até outro dia. Outro passo é a tentativa de suprimir as palavras pai e mãe, substituindo-as com genitor A e genitor B. As figuras do pai e da mãe seriam reduzidas a (ou trocadas por) cuidadores. Isto quer dizer que as relações de paternidade e de maternidade perdem suas características constitutivas da existência das novas gerações e são substituídas por relações de tipo funcional, que por natureza são intercambiáveis. Esta operação ousada de anulação da parentalidade poderá ter muitas consequências atualmente não consideradas.
A12 - Se há uma tendência dos últimos tempos de tratar a família como o centro dos conflitos, como reverter isso?
Dom Petrini - A família é como a busca por liberdade: podemos viver no regime mais autoritário e opressor do mundo ou no país mais injusto e corrupto, capaz de entorpecer as pessoas intimidando-as e procurando persuadi-las de que o poder deles é invencível, tudo banalizando para esvaziar significados e inibir desejos. Assim mesmo, sempre haverá pessoas sonhando com liberdade e justiça, planejando formas de reverter a situação. De fato, a família, de um lado, se adapta a este mundo moderno e às mudanças que ocorrem na sociedade e, de outro lado, resiste, procurando driblar as adversidades.
Nesse sentido, a família, seu modo de organizar suas relações internas (a conjugalidade, a paternidade e a maternidade, a fraternidade, etc.) e as relações com o contexto sociocultural, será sempre mais fruto de uma escolha livre e consciente das pessoas.
Existem muitas famílias novas, que assimilaram os valores mais importantes da cultura moderna, tais como a igualdade entre os sexos e o diálogo entre as gerações, rejeitando atitudes autoritárias próprias do machismo e estilo disciplinador de educar os filhos. No entanto, preservam valores que são considerados próprios da tradição (não modernos) tais como a fidelidade conjugal, a dedicação aos filhos, a disponibilidade ao sacrifício pessoal para o bem de outro e do conjunto. São as famílias ligadas à Pastoral Familiar e as que nascem de grandes Movimentos Católicos e de Novas Comunidades.
A12 - O Brasil foi um país que se absteve do voto nessa resolução da ONU. Como podemos avaliar a proteção às famílias em nosso país?
Dom Petrini - No Brasil, a proteção à família está garantida na constituição. Além disso, a grande maioria das pessoas preza pela família, mesmo quando esta parece dissolver-se em suas mãos, sem compreender o que está acontecendo. De fato, cerca de 90% da população brasileira considera a família como o maior valor. E cada um deseja que a sua família dure no tempo.
No entanto, lideranças com alta escolaridade e com influência nos meios de comunicação e em áreas do poder político não hesitam em ir contra a vontade da maioria, procurando variados meios para impor sua visão. Evidentemente, não interessa a realidade popular e menos ainda a democracia e, sim, a imagem ideologicamente elaborada de uma sociedade sem pais e sem mães, com formas familiares de breve duração que possam ser produzidas à vontade, com exigências e responsabilidades reduzidas ao mínimo.
Não é difícil observar, nesse horizonte, o emergir de modos desumanos de conviver, situações sempre mais difusas de solidão, necessidade de evadir-se da realidade com consumo de grandes quantidades de álcool e de drogas, com índices assustadores de violência.
A família, fundada no vínculo indissolúvel do matrimônio, constituída por um homem e uma mulher e por eventuais filhos, é o modo melhor de viver o amor humano, a maternidade, a paternidade, porque corresponde ao desígnio de Deus, é o caminho da maior realização humana e, ao mesmo tempo, constitui o bem mais decisivo para que a sociedade cresça na paz. Por isso, o Bem-aventurado João Paulo II, na Familiaris Consortio afirmava: “O futuro da humanidade passa através da família”.
O testemunho de uma humanidade redimida, de pessoas realizadas e felizes na família cristã poderá vencer o vazio de humanidade que se percebe no quotidiano e que é alimentado pela ideologia do relativismo e do individualismo. Assim, nasce a família missionária, capaz de comunicar aos outros a alegria, a beleza e a paz de que faz experiência. Uma realidade assim pode existir somente como fruto de uma educação que oferece aos membros da família as razões para decidir livremente suas escolhas de vida.
¹ Estudos que vão desde o Perry Preschool Program e das considerações sobre seus resultados elaboradas por James Heckman em Stimulating the Young que podem ser vistas no sito “The American” e na transmissão radiofônica na National Public Radio do dia 05 de agosto de 2009, “Scholar: Early Education Makes all the difference”, podendo continuar com os estudos de D. W. Winnicot e os de Pierpaolo Donati da Universidade de Bolonha ou os estudos de E. Scabini e G. Rossi da Universidade Cattolica de Milão, por exemplo, no livro La ricchezza delle Famiglie.
Fonte: A12.com
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quarta-feira, 2 de julho de 2014

CNBB publica Estudo

sobre a participação dos leigos na Igreja e na sociedade

Foi publicado pelas Edições CNBB o texto de Estudos nº 107 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Tema prioritário aprovado durante 52ª Assembleia Geral da Conferência, realizada em Aparecida (SP), de 30 de abril a 9 de maio, “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade” pretende animar o laicato na compreensão de sua atuação como sujeitos eclesiais nas diversas realidades em que se encontram inseridos. Ainda no título, encontra-se a passagem do Evangelho de São Mateus, que convida os discípulos de Jesus serem “Sal da Terra e Luz do Mundo” (cf. Mt 5, 13-14).
O texto, baseado no método ver-julgar-agir, divide-se em três capítulos: “O Mundo Atual: Esperanças e Angústias”, “O Sujeito eclesial: Cidadãos, Discípulos e Missionários”, e “A ação Transformadora na igreja e no Mundo”. 
De acordo com o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, os leigos são “mulheres e homens que ajudam na construção do Reino da verdade e da graça, do amor e da paz; que assumem serviços e ministérios que tornam a Igreja consoladora, samaritana, profética, serviçal, maternal”.
Para o bispo de Caçador (SC) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, dom Severino Clasen, o texto de estudos quer restabelecer o sentido da vida e da existência. “Todo cristão leigo e leiga tem um papel decisivo também na Igreja, presente no seu testemunho de vida e coerência de se apaixonar por Jesus Cristo. E nesta paixão, neste amor, no seguimento a Ele, buscar também caminhos para transformar a sociedade”, afirmou.
A expectativa da Comissão Episcopal para o Laicato é que o texto seja estudado nas dioceses para receber novas contribuições e, depois, surja um documento que traduza a razão da presença dos leigos na Igreja e na sociedade.
A publicação pode ser adquirida pelo site www.edicoescnbb.com.br ou pelo televendas (61) 2193-3019.
Estão disponíveis no site da CNBB uma sugestão de estudo do texto e uma ficha de emendas para envio das contribuições.
                                                                                                    Fonte: cnbb.org.br
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Dom José Luiz Majella Delgado

das mãos do Papa Francisco

Dom José Luiz recebendo o Pálio
Durante a celebração da Santa Missa da Solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo, presidida pelo Papa Francisco em Roma, Dom José Luiz Majella Delgado, CSsR, arcebispo de Pouso Alegre (MG) e Dom Jaime Spengler O.F.M, arcebispo de Porto Alegre (RS), receberam a imposição do Pálio, sinal de comunhão com o Bispo de Roma, juntamente com os demais arcebispos nomeados desde a celebração da solenidade ano passado. 
O Clero da Arquidiocese de Pouso Alegre foi representado pelos padres Dirlei Abércio da Rosa e Juliano de Almeida Oliveira, que atualmente estão realizando seus estudos em Roma.
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Veja algumas fotos disponibilizadas pela Rádio Vaticano

Pálios
Dom Majella

Dom Majella
Dom Jaime
Dom Jaime




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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Sínodo sobre a Família

Confira o Instrumento de trabalho

Cidade do Vaticano (RV) - “A família é um elemento essencial para todo e qualquer progresso humano e social sustentável”: este é o tuíte do Papa Francisco, neste dia em que foi divulgado o texto preparatório – o chamado “Instrumento de trabalho” - do Sínodo extraordinário de outubro próximo, que terá como tema “Os desafios pastorais da família, no contexto da evangelização”
Numa coletiva de imprensa, ao meio-dia, foi apresentado este texto, divulgado nas seis línguas oficiais do Sínodo: alemão, espanhol, francês, inglês, italiano e português. 
O documento contém e sintetiza as respostas ao questionário sobre os temas do matrimônio e da família, contido no Documento preparatório ao Sínodo, publicado em novembro de 2013.
A primeira parte - "Comunicar o Evangelho da família hoje" – reitera antes de tudo o "dado bíblico" da família, baseada no matrimônio entre homem e mulher, criados à imagem e semelhança de Deus e colaboradores do Senhor no acolhimento e transmissão da vida. 
Uma reflexão específica é dedicada à dificuldade de compreender o significado e o valor da "lei natural", colocada na base da dimensão esponsal entre o homem e a mulher. Para muitos, "natural" é sinônimo de "espontâneo", o que comporta que os direitos humanos são entendidos como a autodeterminação do sujeito individual que tende à realização dos próprios desejos. 
Outro grande desafio indicado pelo texto é a privatização da família, que já não é entendida como um elemento ativo da sociedade e a sua célula fundamental. Por esta razão, é necessário que os núcleos familiares sejam tutelados pelo Estado e recuperem o seu papel de sujeitos sociais nos diferentes contextos: trabalho, educação, saúde, defesa da vida. 
A segunda parte do Instrumento de Trabalho - "A pastoral da família diante dos novos desafios" - chega ao coração dos desafios pastorais de hoje. 
São muitas as situações críticas que a família deve enfrentar hoje: fraqueza da figura paterna, fragmentação devida a divórcios e separações, violências e abusos contra as mulheres e crianças ("um dado realmente muito preocupante que interroga toda a sociedade e a pastoral familiar da Igreja"), tráfico de menores, drogas, alcoolismo, dependência do jogo e também a dependência das redes sociais, que impede o diálogo em família e rouba o tempo livre para as relações interpessoais. 
O documento sinodal destaca também o impacto do trabalho sobre a vida familiar: horários extenuantes, insegurança no emprego, flexibilidade que envolve longos trajetos, ausência do repouso dominical dificultam a possibilidade de estar juntos, em família. 
O documento enfrenta, depois, as situações pastorais difíceis e sublinha que a coabitação e as uniões de fato são muitas vezes devidas a uma deficiência de formação sobre o matrimônio, a percepção do amor apenas como "um fato privado", o medo do empenho conjugal entendido como perda da liberdade individual. 
O documento dedica também uma grande parte às "situações de irregularidade canônica", porque as respostas recebidas estão sobretudo focalizadas nos divorciados e casados novamente. Em geral, põe-se em destaque o número consistente daqueles que vivem com "negligência" de tal condição e não pedem, portanto, para se aproximarem da Eucaristia e da reconciliação. 
Em certos casos, algumas Conferências episcopais pedem novos instrumentos para abrir a possibilidade de exercer "misericórdia, clemência e indulgência" para com as novas uniões. 
O Instrumentum mostra que, para as situações difíceis que a Igreja não deve assumir uma atitude de juiz que condena, mas a de uma mãe que sempre acolhe os seus filhos, sublinhando que "não aceder aos sacramentos não significa ser excluído da vida cristã e da relação com Deus"
A propósito das uniões entre pessoas do mesmo sexo, se põe em evidência que todas as Conferências Episcopais dizem não à introdução de uma legislação que permite tal união "redefinindo" o matrimônio entre homem e mulher. Pede-se, contudo, uma atitude respeitosa e de não-julgamento em relação a estas pessoas, enquanto se destaca a falta de programas pastorais a este respeito, uma vez que se trata de fenômenos recentes.
A terceira parte do documento – “A abertura à vida e à responsabilidade educativa” – faz notar antes de mais que é pouco conhecida na sua dimensão positiva a doutrina da Igreja sobre a abertura à vida da parte dos esposos, pelo que é considerada como uma ingerência na vida do casal e uma limitação à autonomia da consciência. Daqui a confusão que se cria entre os contraceptivos e os métodos naturais de regulação da fertilidade. Relativamente à profilaxia contra a Aids, é necessário que a Igreja explique melhor a sua posição, também para contrastar algumas “reduções caricaturais” dos meios de comunicação e para evitar reduzir o problema a uma mera questão “técnica”, quando na realidade se trata de “dramas que marcam profundamente a vida de inumeráveis pessoas”.
O “Instrumento de trabalho” para a preparação e o debate da assembleia sinodal de outubro próximo se conclui com a Oração à Sagrada Família, escrita pelo Papa e por ele mesmo recitada por ocasião do Angelus de 29 de dezembro passado, festa da Santa Família de Nazaré. (BS)
A íntegra do Instrumento de trabalho está disponível no endereço:
                                                                                         Fonte: radiovaticana.va
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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Mensagem de Dom José Luiz Majella Delgado, CSsR,

sobre sua viagem à Roma para recepção do Pálio


Aos membros do Clero,
Aos Religiosos/as e outros Consagrados/as,
A todos os fiéis leigos/as da Arquidiocese de Pouso Alegre,
No domingo 29, solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo, estarei em Roma concelebrando a Eucaristia na Basílica Vaticana, quando o Papa Francisco imporá o sacro Pálio aos novos Arcebispos Metropolitanos.
Dom José Luiz
Pedro e Paulo são considerados “colunas mestras” da Igreja primitiva. Suas personalidades diferentes, mas colocadas a serviço da evangelização, celebradas no mesmo dia, são expressão da natureza da Igreja – comunhão e diversidade. A celebração desses dois apóstolos nos ajuda a rezar por toda a Igreja e perceber a presença contínua do Senhor junto dela, ajudando-a a enfrentar as adversidades e as ondas gigantes que se lançaram no passado, e, ainda hoje, sobre a barca de Pedro, conduzida agora pelo Papa Francisco.
Esta solenidade também nos ajuda a nos unirmos ao Papa, que desempenha um serviço único e indispensável à Igreja universal. É sinal visível da unidade!
Reunidos ao redor do altar para celebrar solenemente os Apóstolos São Pedro e São Paulo, Padroeiros principais da Igreja de Roma, acontecerá o rito da imposição do Pálio das mãos do Papa. O significado próprio do Pálio é a comunhão com o sucessor de Pedro, o Papa e com a Igreja primaz de Roma. Esta comunhão significa identificação da fé recebida, pregada e vivida: a fé dos Apóstolos, no exercício da função episcopal de ensinar, santificar e governar, que compete a cada bispo, nas próprias Comunidades que lhes estão confiadas.
Viajo a Roma com um profundo sentimento de fraternal comunhão afetiva e efetiva para com o Santo Padre e para com toda a Igreja, para reforçar os laços de fé, esperança e caridade com o Papa Francisco e com a Igreja Universal. Tenho consciência de que toda a Arquidiocese de Pouso Alegre estará comigo e o Pálio que receberei das mãos do Papa contribuirá para o bem de toda esta Igreja particular.
Quero convidar a todos os filhos e filhas desta amada Arquidiocese a acompanhar-me espiritualmente nesta viagem apostólica. Recomendo a oração de todos. Da minha parte prometo tê-los bem presentes na celebração e, especialmente ao recitar o Creio diante dos túmulos dos Apóstolos São Pedro e São Paulo.
Na alegre esperança de encontrá-los na tomada de posse da Arquidiocese, na tarde do dia 2 de agosto próximo, os abençoo de todo coração,
Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R. - Arcebispo nomeado de Pouso Alegre
                                                                              Jataí – GO, 20 de junho de 2014
                       Fonte: arquidiocese-pa.org.br   Foto: paroquia-saobento.blogspot.com.br
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Dom José Luiz Majella Delgado, CSsR,

receberá o Pálio das mãos do Papa Francisco no dia 29 de junho 

No próximo dia 29 de junho durante a celebração da Santa Missa por ocasião da Solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo, presidida pelo Papa Francisco em Roma, Dom José Luiz Majella Delgado, CSsR, receberá a imposição do Pálio, sinal de comunhão com o Bispo de Roma, juntamente com os demais Arcebispos nomeados desde a celebração da solenidade ano passado. O Clero da Arquidiocese de Pouso Alegre estará representado pelos padres Dirlei Abércio da Rosa e Juliano de Almeida Oliveira, que atualmente estão realizando seus estudos em Roma.
Dom José Luiz
Conforme o Cânone 437, § 1, o Metropolita está obrigado, dentro de três meses após a recepção da consagração episcopal, ou, se já estiver consagrado, após a provisão canônica, a pedir ao Romano Pontífice, pessoalmente ou por procurador, o Pálio, que se simboliza o poder com que, em comunhão com a Igreja Romana, está investido pelo direito na própria província.
§ 2. De acordo com as leis litúrgicas, o Metropolita, pode usar o pálio dentro de qualquer igreja da província eclesiástica a que preside, mas de modo nenhum fora dela, mesmo com o consentimento do Bispo diocesano.
§ 3. O Metropolita, se for transferido para outra sede metropolitana, precisa de novo pálio.
O Pálio
Ele é uma espécie de colarinho de lã branca, com cerca de 5 cm de largura e dois apêndices – um na frente e outro nas costas. Possui seis cruzes bordadas em lã preta no caso dos Arcebispos e em vermelho para o Papa: quatro no colarinho e uma em cada um dos apêndices. É confeccionado pelas monjas beneditinas do Mosteiro de Santa Cecília, em Roma.
Pálio
Para fazer os pálios, elas utilizam a lã de dois cordeiros que são ofertados ao Papa anualmente, no dia 21 de janeiro, pois neste dia, celebra-se a Solenidade de Santa Inês, jovem mártir cristã dos primeiros séculos.
Uma vez confeccionados, os pálios são abençoados pelo Papa, guardados numa arca junto ao tumulo do Apóstolo São Pedro, o primeiro Pontífice, e entregues pelo próprio Papa, no dia 29 de junho de cada ano, na Solenidade de São Pedro e São Paulo, aos Arcebispos nomeados após a celebração do ano anterior. O uso do pálio, que nos primeiros séculos do Cristianismo era exclusivo dos Papas, passou a ser usado pelos Metropolitas a partir do século VI, tradição que vigora até os nossos dias.
Qual o significado do pálio usado pelo Arcebispo?
Para entendê-lo, é importante ter presente que a Igreja Católica está organizada pelo mundo afora em províncias eclesiásticas. Cada uma é formada por algumas dioceses (não há número determinado) e uma arquidiocese, em nosso caso formamos a Província Eclesiástica de Pouso Alegre, que se compõe da Arquidiocese de Pouso Alegre (1900), Diocese de Campanha (1908) e Diocese de Guaxupé (1916). À frente dela esta o Metropolita, que é o Arcebispo da diocese-sede. As palavras “arqui” e “arce”, colocadas junto às palavras diocese e bispo, vêm da língua grega, e significam “a primeira”, “o primeiro”. Assim, a Arquidiocese e o Arcebispo são “a primeira” e “o primeiro”, não em linha de importância, mas para serem aquela e aquele que devem estar a serviço e promoção da comunhão.
Após a sua nomeação de Arcebispo, deve o Metropolita pedir ao Bispo de Roma, o Papa, o pálio, símbolo de seu “poder” (o serviço e promoção da comunhão) na própria Província Eclesiástica e de sua comunhão com a Sé Apostólica. Uma vez recebido [pálio], usa-o unicamente dentro das funções litúrgicas, sobre os paramentos pontificais, dentro da Província a que preside, e unicamente nela.
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segunda-feira, 23 de junho de 2014

Sínodo da Família:

 Instrumento de Trabalho à vista

Cidade do Vaticano (RV) – O Instrumento de trabalho que será usado pelos bispos de todo o mundo durante a III Assembleia Geral Extraordinária, que se realizará de 5 a 19 de outubro no Vaticano, sobre "os desafios pastorais das famílias no contexto da nova evangelização" será apresentado na próxima quinta-feira, 26, na Sala de Imprensa da Santa Sé. 
Cardeais e bispos com o Papa Francisco
O documento, que foi elaborado a partir das respostas dos Episcopados, Congregações ou movimentos de todo o mundo, consultados pela Santa Sé, servirá como guia para definir os temas a serem enfrentados pelos participantes, cerca de 150 pessoas, durante o Sínodo.
Alguns temas na agenda dos trabalhos serão o estudo especial da atenção pastoral espiritual aos divorciados recasados, a preparação para o sacramento do matrimônio, os desafios da família no mundo atual. 
O texto a ser divulgado quinta-feira recolhe as respostas a uma espécie de sondagem mundial realizada pela Santa Sé para preparar o Sínodo, e envolveu Conferências Episcopais de todo o mundo, Igrejas do Oriente e do Ocidente, organismos da Cúria Romana, Congregações religiosas, e bispos, sacerdotes, membros de Institutos de vida consagrada, leigos, associações, movimentos, etc... 
Trata-se de um exaustivo e amplo trabalho de pesquisa geográfica a partir de um questionário de 38 perguntas sobre os temas mais problemáticos da pastoral familiar. Aos fiéis foram pedidas opiniões sobre questões como a contracepção, os casais hetero e homossexuais conviventes e a comunhão dos divorciados recasados.
O Sínodo dos Bispos fará uma reflexão comunitária para elaborar orientações pastorais comuns. Segundo a Santa Sé, neste contexto, iniciativas particulares de pessoas ou departamentos locais correm o risco de gerar confusão. Por isso, considera que convém sublinhar a importância de a comunidade eclesial percorrer um caminho de plena comunhão. (CM)
Fonte: radiovaticana.va
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