terça-feira, 2 de setembro de 2014

Arquidiocese de São Paulo

Cartilha sobre eleições 2014

O material produzido pela arquidiocese de São Paulo (SP), com apoio da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) e da União dos Juristas Católicos de São Paulo (UJUCASP), tem por objetivo orientar as comunidades católicas em preparação as eleições de 5 de outubro.
Catedral de São Paulo 
A cartilha traz 12 itens de reflexão que tratam de questões como a relação entre religião e política e o uso de templos e lugares de cultos para fins de propaganda eleitoral partidária.
De acordo com o texto da cartilha, “os cristãos são chamados a participar ativamente na edificação do bem comum, escolhendo bons governantes e legisladores e acompanhando com atenção o exercício de seus mandatos”.
A arquidiocese pretende distribuir mais de um milhão de cópias do documento entre as mais de 300 paróquias de sua jurisdição. Parte desta tiragem já está disponível nas igrejas e comunidades locais.
A cartilha orienta os fiéis para atenção no momento do voto e recorda que “os católicos são convidados a se reunirem civicamente para fazer o discernimento sobre as propostas dos partidos e sobre os candidatos, dando seu voto a quem, em consciência, julgarem mais idôneo e merecedor de sua confiança”.
                    Fonte: cnbb.org.br - Com informações da Arquidiocese de São Paulo
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segunda-feira, 1 de setembro de 2014


A palavra alimenta e ilumina nossa vida

Em agosto, refletimos sobre a vocação humana e cristã. Por meio das vocações somos chamados a viver como pessoas amadas por Deus, construindo um mundo de fraternidade e de paz. Cada um em sua missão específica: sacerdócio ministerial, vida familiar, consagração religiosa, cristãos leigos e leigas nas comunidades.
Na vivência desses diferentes caminhos propostos pelo Senhor, construímos, todos juntos, o Reino e nos realizamos como filhos de Deus e cidadãos do mundo. Para que possamos concretizar essa nossa missão, precisamos de alimento. É esse alimento que a Igreja nos convida a saborear neste Mês da Bíblia, a Palavra de Deus.
Ao lado da Eucaristia, a Palavra constitui-se em alimento essencial para a vida cristã. Por isso, de modo especial em setembro, somos incentivados a conhecer mais sobre a Sagrada Escritura. Escutar e saborear a beleza e a sabedoria que os textos bíblicos nos proporcionam. Rezar com a Palavra e transformá-la em frutos de vida em nossa caminhada diária.
Uma forma de se alimentar com a Palavra é a Leitura orante. Apresentamos sinteticamente, para uso diário, um roteiro dessa rica forma de rezar.
Leitura orante da Bíblia

1. Oração preparatória – Pedir as luzes do Espírito Santo para este momento de intimidade com Deus.
2. Leitura do texto bíblico – Perguntar a si mesmo: O que o texto diz?
3. Meditação – Perguntar novamente, mas de forma mais pessoal: O que o texto diz para mim, hoje?
4. Oração O que o texto me leva a dizer a Deus? Rezar, espontaneamente, com salmos ou outras orações.
5. Contemplação (vida e missão) Qual meu novo olhar a partir da Palavra? Assumir um novo olhar para perceber os convites de Deus e responder com inteira adesão.
6. Oração de agradecimento pelo diálogo com Deus.
Procure se aprofundar nessa excelente forma de rezar com textos bíblicos Reserve diariamente alguns momentos para esse importante exercício de fé e amor a Deus e muitos frutos de alegria e paz surgirão em sua vida.
Que a Palavra de Deus ilumine e fortaleça sua vocação humana e cristã na vivência dos valores do Evangelho e dos valores familiares e comunitários!
                                                                                        Luiz Gonzaga da Rosa
                                                        Autor de "Discípulos e missionários na paróquia" - Editora Paulus 
          Banner: blogjonathancruz.blogspot.com.br      Ilustração: diocese-sjc.org.br
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sábado, 30 de agosto de 2014

Reunião Extraordinária da Pastoral Familiar

                                                “ Eu e minha família serviremos ao Senhor!”
(Js 24, 15)
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Neste sábado, realizou-se no Centro Pastoral da Paróquia São João Batista em Pouso Alegre uma reunião extraordinária da Comissão Arquidiocesana da Pastoral Familiar. Coordenada pelo casal Luiz e Rita Camporezi, com a Assesssoria do Pe. Lucimar Pereira Goulart, o encontro teve a participação de 21 membros de quatro setores pastorais.
Com e em prol das famílias
A reunião foi aberta com acolhida feita pelo pároco, Pe. Vanderelei Assis Xavier. Seguiu-se a oração inicial dirigida pelo Pe. Lucimar. Luiz Camporezi iniciou os trabalhos justificando a necessidade do encontro, que teve como objetivo principal ouvir os setores sobre as luzes e sombras da caminhada. Feito o levantamento, o resultado será levado para o Encontro do Leste II.
Houve grande envolvimento dos participantes no levantamento de informações. Foram ainda feitos encaminhamentos na busca de soluções para a formação de comissões setoriais em dois setores que ainda não as possuem e para a dinamização nos demais. Ficou ainda marcado um Retiro para os membros da CAPF no dia 19 de outubro na Paróquia Nossa Senhora da Piedade em Crisólia.
Com a oração, bênção final e um momento de confraternização com um saboroso cafezinho foi encerrado o encontro.
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Momentos da reunião










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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Reflexão oportuna

O leigo

O católico leigo assume seu papel na família, na Igreja e na sociedade com a missão de dar sabor humano, ético, transformador e promotor da vida digna para as pessoas, estruturas e organizações. Ser sal e luz nessas realidades o faz realizado e realizador do ideal de construir uma comunidade e uma sociedade com o novo humano e cristão. Diferencia-se do mero repetidor do trabalho e do comportamento de quem vive sem mudar os critérios do mundo paganizado.  
Cristãos leigos e leigas:
evangelizadores na família e no mundo
Ele se insere no mundo das profissões com o tino vocacional de prestar um serviço de qualidade para o progresso humano, com sustentabilidade moral e de bem estar para todos. Pensa em si e na família com a hipoteca social de promoção do bem comum. No mundo da política usa seus dons para a real promoção da cidadania, com especial sensibilidade aos excluídos. Trabalha diuturnamente para o uso de todos os recursos da sociedade em bem da distribuição equitativa e de serviço às necessidades das pessoas e organizações. Não sucumbe às pressões da baixa politicagem e da corrupção. Usa a sabedoria humana e divina para acertar os passos da causa da dignidade da vida e da pessoa humana.  
Na vanguarda da implantação dos critérios da ética e da consciência de cidadania com os valores cristãos no mundo, o leigo mostra seu encantamento por seguir os passos do Divino Mestre. Contagia seu meio ambiente com o cunho de servir o ser humano com o amor próprio de sua consagração batismal. Não espera que outros de variadas vocações na Igreja suplantem sua missão característica de leigo consciente e responsável. Seu papel é proativo na comunidade eclesial, na família, no trabalho e na sociedade. Coopera com os demais membros das diversas funções e vocações para um serviço em comunhão e subsidiariedade. 
O papa Francisco coloca a necessidade de a Igreja estar sempre “em saída”, ou seja, em atitude de ir ao encontro do outro para lhe ofertar acolhida, justiça, misericórdia, amor e dignidade. O leigo não renuncia jamais essa característica em sua vocação de discípulo e missionário de Cristo, como membro responsável de sua comunidade religiosa.  
O documento de estudo “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade – Sal da Terra e Luz do Mundo, Cf. Mt 5,13-14” (Estudos da CNBB 107) merece atenção especial para seu conhecimento e prática. Faz uma introdução mostrando a ação do leigo no mundo e na Igreja, como sujeito eclesial. No capítulo primeiro ressalta a ação do mesmo no mundo globalizado, ajudando sua transformação. No seguinte faz referência à sua missão, com características específicas, numa Igreja diversificada e em comunhão. Depois apresenta a organização do laicato, sua formação e ação pastoral.  
O protagonismo do leigo reforça todas as vocações eclesiais, a ponto de o mesmo cooperar para um trabalho em conjunto, sem um encobrir o ministério do outro. Na diversidade de funções, com a mútua cooperação é que se dá força à Igreja para ela ser “luz para o mundo”, ajudando a erradicar as causas de morte e injustiças para reinar a vida digna e plena para todos, com os valores humanos e cristãos.  
O leigo consciente e progressivamente maduro entra no âmago da convivência humana, transformando-a com a vida nova trazida pelo Filho de Deus. Então sua contribuição mostra o quanto é gratificante sua missão de dar vida ao convívio humano. Essa vida vem do dom de Deus.  
A maior força do leigo provém de Deus. Seu maior instrumento é o amor, vivido e fortificado na comunidade eclesial. Seu potencial humano e evangelizador é, então, afinado com sua vocação de servir à causa do Reino de Deus. Alimenta-se da oração, da Palavra de Deus, da comunhão eclesial e dos outros meios deixados por Cristo na sua Igreja.  
                                 Dom José Alberto Moura - Arcebispo de Montes Claros (MG)
                                           Fonte: cnbb.org.br       Ilustração: terradaboaesperanca.com
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Em preparação à Semana da Vida

Comissão Nacional disponibiliza materiais

A Comissão Nacional para a Vida e Família já disponibiliza os matérias para a Semana da Vida que será celebra de 01 e 07 de outubro, culminando com o Dia do Nascituro, 08 de outubro.
Estão disponíveis no site da Pastoral Familiar os materiais para divulgação da Semana Nacional da Vida. Para este ano, o tema proposto pelo "Hora da Vida" é "Vida e Missão: lançar as redes em águas mais profundas", com sete encontros e diferentes abordagens para reflexão e estudo nas comunidades.
O bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão Vida e Família, dom João Carlos Petrini, explica que a Semana da Vida trata-se de uma oportunidade para debater com a sociedade a dignidade da pessoa humana em todas as suas fases. "Compreender e admirar são passos necessários para acolher e respeitar a vida, para superar a visão da cultura dominante que tende a banalizar e a considerar de maneira superficial", explica o bispo.
                                                                                                           Fonte: a12.com
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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Convite

Reunião Extraordinária da Pastoral Familiar
Eu e minha família serviremos ao Senhor!”
(Js 24, 15).
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No próximo sábado, dia 30, às 14 horas, será realizada na Paróquia São João Batista em Pouso Alegre uma Reunião Extraordinária da Comissão Arquidiocesana da Pastoral Familiar
O tema central do encontro será a Assembleia do Regional Leste II. Serão também debatidos encaminhamentos para este semestre.
A presença de todos os membros da CAPF será muito importante para o êxito da reunião.
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Responsáveis pelo convite: Pe. Lucimar, Rita e Luiz
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domingo, 24 de agosto de 2014

Este Domingo é dedicado à Vocação dos

Cristãos leigos e leigas

Este quarto domingo de agosto é dedicado aos leigos. A data chega bem, para situar uma iniciativa importante que está em andamento, relativa à identidade eclesial e à missão dos leigos.
Trata-se do documento que está sendo construído pela CNBB, no qual se procura aprofundar e atualizar a compreensão da vida e da missão dos leigos, na Igreja e na Sociedade.  Ainda estamos em tempo de colaborar com nossas ponderações e sugestões, para que o documento receba a aprovação oficial da CNBB na próxima assembleia, em abril do ano que vem.
Unidos para testemunhar e anunciar Jesus
Este trabalho está sendo conduzido pela Comissão especial, nomeada pela CNBB, que conta, sobretudo, com a participação de leigos, que recolhem as colaborações através das diversas instâncias da organização dos leigos, entre as quais se destaca o Conselho Nacional do Laicato do Brasil, com os respectivos Conselhos Regionais, a Assembleia Nacional dos Organismos do Povo de Deus, e outros.
Por estas referências, já percebemos um fato muito promissor: os leigos estão encontrando caminhos para se articularem, e para atuarem, seja no contexto da Igreja como da Sociedade.
Em termos de processo histórico, tomando como ponto de partida o Concílio Vaticano II, percebemos uma cadência interessante. São 50 anos do Concílio, são 25 anos da Exortação Christifidelis Laici, e são 15 anos do documento da CNBB sobre a Missão e os Ministérios dos cristãos Leigos e Leigas.
Tudo parece pedir uma retomada das reflexões, para situar de novo esta questão, atualizando-a face às muitas mudanças ocorridas depois do Concílio.
Uma boa aquisição, fruto desta caminhada de reflexão e de inserção dos leigos na vida e na missão da Igreja, foi a mudança semântica, consignada a partir da Christifidelis Laici, que consistiu na inversão de funções literárias das palavras. O que era substantivo passou a adjetivo, e inversamente, o que era adjetivo foi guindado a substantivo. Não se fala mais os “leigos cristãos”, mas em “cristãos leigos e leigas”.
Isto sinaliza uma visão teológica bem mais abrangente, decorrente da visão conciliar de “Igreja Povo de Deus”, em que todos, em primeiro lugar, somos cristãos, a título igual, com a mesma dignidade e a mesma pertença à Igreja.
A partir desta visão teológica de Igreja Povo de Deus foi se firmando a mudança de enfoque. O que nos identifica a todos, é o fato primordial de todos sermos membros do Povo de Deus. Esta nova ênfase, suscitada nos embates teológicos do próprio Concílio, permanece como a afirmação de maior potencial teológico do Concílio Vaticano II. A partir dela se produziu o que o Cardeal Döfner qualificou como a “revolução copernicana” na compreensão da Igreja. Como Copérnico descobriu que era a terra que girava ao redor do sol, e não o contrário, assim na Igreja, é a hierarquia que está a serviço do Povo de Deus, e não o Povo de Deus que está ao serviço da hierarquia.
Isto tudo tem suas consequências, que demandam tempo para serem assimiladas, e mais tempo ainda para serem implementadas.
Por isto tudo é conveniente voltarmos a refletir sobre a identidade e a missão própria dos cristãos leigos e leigas, sobre quem mais incidiu esta “revolução teológica” causada pela eclesiologia conciliar.
Mas para isto, a melhor maneira é conferir de perto como está sendo preparado este novo texto, para o qual ainda podemos colaborar.
O fundamento já está lançado: em primeiro lugar, somos todos cristãos. A partir daí, cada um veja como qualifica esta realidade substantiva.
                                                       Dom Demétrio Valentini - Bispo de Jales (SP)
                                                      Fonte: cnbb.org.br     Ilustração: padrelucimar.com
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