quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Congresso da Pastoral Familiar terá início na próxima semana

em São Luís, no Maranhão

"Anunciai a Fé com Ousadia e Coragem"
Com a proposta de refletir sobre o tema "Família, Transmissora da Fé", agentes de pastoral familiar, bispos, assessores, religiosos, coordenadores estarão reunidos na próxima semana, de 26 a 28 de setembro, no XIV Congresso Nacional da Pastoral Familiar, na cidade de São Luís, no Maranhão. O objetivo é compreender a experiência familiar, relação do casal e a importância do matrimônio na construção da família cristã, a partir do lema "Anunciai a Fé com Ousadia e Coragem".
No primeiro dia do evento, haverá palestra do arcebispo de São Luís, dom Belisário da Silva, e do bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, dom João Carlos Petrini, também diretor da seção brasileira do Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimônio e Família. Veja a programa completa no site: www.xivconnapf.com.br
Trabalhar pela família
O arcebispo de São Luís e vice-presidente da CNBB, dom José Belisário da Silva, explica que o lema do encontro quer ajudar na reflexão sobre os desafios e perspectivas da evangelização da família hoje. “Sem a família, a sociedade não anda. Uma das grandes questões no mundo atual gira em torno das fragilidades das famílias. Temos muita esperança que esse Congresso possa nos ajudar a trabalhar mais pela família”, disse o bispo.
Para dom Belisário, a família deve superar os momentos de crises próprias da cultura e contexto em que vive. “É certo que a família, em cada época, tem sua maneira de se organizar. No entanto, eu acredito que sem a família, realmente, a sociedade não caminha. É importante que formemos grupos familiares equilibrados, firmes e perseverantes; mesmo nas dificuldades da vida”.
Na programação do Congresso estão previstas palestras, mesas redondas, painéis e testemunhos, com participação de bispos, sacerdotes e especialistas na área familiar. Em comunicado, a organização explica que o evento visa possibilitar as famílias caminhos para a vivência cristã.
Confira a vídeo-mensagem de Dom Belisário para o Congresso:
                                                                                                     Fonte: cnbb.org.br
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Representam a Arquidiocese de Pouso Alegre no Congresso o casal Luiz Rita Camporezi, coordenadores da Comissão Arquidiocesana da Pastoral Familiar.
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domingo, 14 de setembro de 2014


Papa Francisco:
"Matrimônio não é ficção. 
Jamais terminar o dia sem fazer as pazes"

Cidade do Vaticano (RV) - No início da manhã deste domingo (14), a Igreja participou da alegria de 20 casais. Papa Francisco celebrou a Santa Missa com o Sacramento do Matrimônio. A Basílica de São Pedro, em dia de festa, emoção e oração, ficou repleta de pais e familiares dos noivos. Diante de Deus, os casais realizaram a comunhão para a vida inteira. 
Na sua homilia, o Pontífice fez referência ao Livro dos Números, sobre o caminho do povo no deserto. “Pensemos naquele povo em marcha, guiado por Moisés! Era formado, sobretudo, por famílias: pais, mães, filhos, avós; homens e mulheres de todas as idades, muitas crianças, com idosos que sentiam dificuldade em caminhar.” Aquele povo que, segundo o Papa Francisco, faz lembrar a Igreja em caminho no deserto do nosso mundo atual. Lembra ainda “o Povo de Deus que é composto, na sua maioria, por famílias”. 
Isso faz pensar nas famílias, nas nossas famílias, em caminho pelas estradas da vida, na história de cada dia. É incalculável a força, a carga de humanidade presente numa família: a ajuda mútua, o acompanhamento educativo, as relações que crescem com o crescimento das pessoas, a partilha das alegrias e das dificuldades. As famílias constituem o primeiro lugar onde nos formamos como pessoas e, ao mesmo tempo, são os ‘tijolos’ para a construção da sociedade. 
Ainda em relação à narração bíblica, o Santo Padre recordou que, a certa altura, o povo israelita ‘não suportou o caminho’. Estavam cansados, com falta a água e comendo apenas o ‘maná’, um alimento prodigioso, dado por Deus, mas que, naquele momento de crise, parecia pouco. Então, diz Papa Francisco, eles se lamentam e protestam contra Deus e contra Moisés, questionando-se: ‘Por que nos fizestes sair do Egito?’. Sentem a tentação de voltar para trás, de abandonar o caminho. 
Isso nos faz pensar nos casais que ‘não suportam o caminho’ da vida conjugal e familiar. A fadiga do caminho torna-se um cansaço interior; perdem o gosto do Matrimônio, deixam de ir buscar água à fonte do Sacramento. A vida diária torna-se pesada, tantas vezes, ‘nauseante’. 
Naquele momento de extravio, diz a Bíblia, é que chegam as serpentes venenosas que mordem as pessoas; e muitas morrem. “Esse fato provoca o arrependimento do povo”, comenta o Santo Padre, “que pede perdão a Moisés, suplicando-lhe que reze ao Senhor para afastar as serpentes. Moisés pede ao Senhor, que lhe dá o remédio: uma serpente de bronze, pendurada num poste”. Quem olhar para ela, fica curado do veneno mortal das serpentes. Um símbolo, segundo Francisco, que Deus não elimina as serpentes, mas oferece um ‘antídoto’: Deus transmite a sua força que cura, ou seja, a sua misericórdia, mais forte que o veneno do tentador. 
O remédio que Deus oferece ao povo vale também e de modo particular para os casais que 'não suportam o caminho' e acabam mordidos pelas tentações do desânimo, da infidelidade, do retrocesso, do abandono. Também a eles Deus Pai entrega o seu Filho Jesus, não para os condenar, mas para os salvar: se se entregarem a Jesus, Ele os cura com o amor misericordioso que jorra da sua Cruz, com a força duma graça que regenera e põe de novo a caminhar pela estrada da vida conjugal e familiar. O amor de Jesus, que abençoou e consagrou a união dos esposos, é capaz de manter o seu amor e de o renovar quando humanamente se perde, rompe, esgota. O amor de Cristo pode restituir aos esposos a alegria de caminharem juntos. Pois o matrimônio é isso: o caminho conjunto de um homem e de uma mulher, no qual o homem tem o dever de ajudar a esposa a ser mais mulher, e a mulher tem o dever de ajudar o marido a ser mais homem. È uma tarefa que vocês tem entre vocês. É a reciprocidade das diferenças. Não é um caminho suave, sem conflitos, não! Não seria humano. É uma viagem laboriosa, por vezes difícil, chegando mesmo a ser conflituosa, mas isso é a vida! 
O Santo Padre finaliza a homilia fazendo a relação entre o povo de Moisés e as famílias, que sempre estão em caminho. Francisco oferece suas palavras voltadas ao caminho do Matrimônio, através, inclusive, de gestos de afeto e carinho que têm a força de destruir as mágoas no final do dia. 
É normal que os esposos briguem. É normal. Sempre acontece. Mas eu aconselho vocês para jamais terminarem o dia sem fazerem as pazes. É suficiente um pequeno gesto. Assim se continua a caminhar. O matrimônio é símbolo da vida, da vida real, não é uma ‘ficção’! É sacramento do amor de Cristo e da Igreja, um amor que tem na Cruz a sua confirmação e garantia. Desejo a todos vocês, um bonito caminho, um caminho fecundo, que o amor cresça. Desejo felicidades. Existirão cruzes, mas Deus estará ali, para conduzir adiante.
O bispo de Roma, antes da bênção nupcial e entrega dos anéis, fez o questionamento do consenso conjugal a cada casal, desde a noiva mais jovem do casamento coletivo que tinha 25 anos, até o noivo mais velho, com 56 anos. (AC)
                                                                          Fonte: radiovaticana.va      news.va
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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Dez motivos para ler a Bíblia.

Qual é o seu?

Aproveite este mês para ler a Bíblia, meditar com ela, permitir que seja lâmpada para os seus passos, luz para seu caminho. Considere que existam pelo menos dez razões para entrar no fascinante mundo da Sagrada Escritura. 
Palavra de vida e salvação
1. Conhecer a Deus 
Seria impossível sabermos algo de Deus se Ele não nos tivesse revelado. E isso Ele fez através da Sua Palavra. Por isso, para poder conhecê-Lo e criar com Ele uma relação pessoal de amor e confiança, é indispensável ler a Sua Palavra. 
2. Conhecer a si mesmo 
A Palavra de Deus penetra até o ponto de divisão entre a alma e o espírito (cfr. Eb 4,12). Lê-la nos permite conhecer a fundo nós mesmos. Isso sem partir da ótica humana do juízo e da condenação, mas do olhar esperançoso e misericordioso de Deus.
3. Receber luz 
O salmista afirma que a Palavra é lâmpada para os passos e luz no caminho (cfr. Sl 119, 105). Tem sempre uma mensagem para iluminar a sua situação atual. Tem sempre alguma coisa de pertinente a lhe dizer; às vezes o consola, outras vezes exorta. Pode também tranquilizar, às vezes o inquieta e agita, mas pode ter certeza que lhe dá sempre aquilo de que precisa para a alma.
4. Dialogar com Deus 
Tem quem acredite que rezar consiste somente em falar com Deus, porque Ele não diz nada. Mas Deus fala através da Sua Palavra. Ler a Bíblia lhe permite escutar aquilo que Ele quer dizer, para poder depois respondê-Lo, dialogar com Ele e, com a Sua graça, colocar em prática. 
5. Participar da reflexão e da oração de toda a Igreja 
Quando você lê os textos proclamados a cada dia na Missa, ou na Liturgia das Horas, une-se a milhões de católicos em todo o mundo que, naquele mesmo momento, estão lendo, escutando, refletindo, rezando com as mesmas palavras. Ler a Palavra lhe permite participar ativamente da unidade e universalidade da Igreja.
6. Colocar-se dentro da história da Salvação 
Ler a Bíblia lhe permite descobrir como Deus se revelou ao ser humano, estabeleceu uma aliança com o homem, prometeu o Seu amor e a Salvação e respeitou esta promessa. Conhecer o passado lhe permite compreender o presente e vivê-lo com a alegria de saber que está fazendo parte do povo de Deus, que você é membro do Seu rebanho, ovelha do Bom Pastor.
7. Conhecer, compreender e amar a Igreja 
Ler a Bíblia lhe permite conhecer a Igreja da qual faz parte para compreendê-la e amá-la mais, e se alegrar pelo fato de pertencer a ela sabendo que foi fundada por Cristo. Além do fato de que é formada por seres humanos propensos ao erro, como você e eu. A Igreja é conduzida através da história pelo Espírito de Deus.
8. Anunciar a Boa Nova 
Ler a Bíblia lhe permite cumprir o mandato de Jesus de ir ao mundo todo e anunciar a Boa Nova (cfr. Mc 16,15). Apenas conhecendo a Escritura é possível compartilhar a Sua luz com outros.
9. Conhecer e defender a fé 
São Paulo diz que cada texto da Escritura é útil para ensinar (cfr. 2Tm 3,16). Conhecer a Bíblia lhe permite enfrentar quem ataca a sua fé católica e respondê-los não somente com clareza, mas também com argumentações sólidas. 
10. Viver com liberdade e alegria 
Ler a Bíblia lhe dá liberdade e alegria. A liberdade daqueles que vivem a alegria de ter abandonado a imobilidade das trevas e caminham em direção Daquele que é a Luz. A alegria de saber que Ele está contigo todos os dias, até o fim do mundo, e a alegria de anunciá-Lo aos outros, como pede o Papa Francisco. Eis aí dez motivos, são apenas os primeiros dez.
Leia a Bíblia e você irá descobrir que existem tantos outros.
                                                         Fonte: a12.com - Agência Aleteia/Desde La ......................................................................................

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Sábia e oportuna reflexão

Quatro palavras-chave

Documentos da Igreja fazem uma análise da realidade eclesial na sociedade de hoje a partir de quatro palavras. Trata-se de uma análise na ótica da fé e não da sociologia. Vejamos:
1. Descristianização da sociedade. Eis o primeiro dado. A sociedade como tal e a cultura moderna estão cada vez mais descristianizadas. Convivemos com tecnologias, filosofias, estilos de vida e mentalidades pluralistas, secularizadas, paganizadas, materialistas, indiferentes em relação à religião e à fé. Em diversas regiões do mundo os cristãos são perseguidos. A resposta da Igreja está na consciência missionária, e na nova evangelização.
Fidelidade à missão dada por Deus
2. Mundanização da Igreja. Somos influenciados pelas redes sociais que criam a dependência de aparelhos eletrônicos. Estamos divididos dentro de nós mesmos e profundamente fragmentados. Há uma fratura entre o que dizemos o que somos e o que fazemos. Os ídolos do sexo, do dinheiro, do poder e do prestigio atacam. O Papa Francisco alude a um “mundanismo espiritual” que consiste em obter vantagens pessoais e interesses próprios usando Deus, a Igreja, os trabalhos pastorais. A resposta a esta mundanidade está na busca diária da santidade pela mediação da vida espiritual como, por exemplo: a oração, a leitura orante da Palavra, a celebração dos sacramentos especialmente da confissão e a prática da caridade.
3. Sacramentalização. Entendemos por sacramentalização o costume de celebrar os sacramentos sem preocupação pela conversão do coração, sem o engajamento na comunidade, sem a consciência da evangelização. Os sacramentos se transformaram em ritos, costumes, obrigações, porém sem frutos na vida pessoal, eclesial e social. Recebe-se os sacramentos por obrigação, por tradição ou por imposição. No ritmo da sacramentalização temos conferido o batismo sem preparação e sem evangelização. Nossos fiéis “são batizados não evangelizados”. As crianças da Primeira Eucaristia desaparecem da Igreja, os crismandos não perseveram, os que se casam não sabem usufruir da riqueza do sacramento que receberam. Comunga-se por costume. O remédio para a superação da sacramentalização é a iniciação cristã.
4. Administração. Trata-se de uma “inversão pastoral”, pois os que deviam ser bons pastores se tornam mais administradores que evangelizadores. Eis o problema da burocracia, gasta-se tempo e energias em preocupações administrativas, burocráticas, estruturais e não se investe no atendimento das pessoas, no contato com os catequizandos, na preparação das homilias, na visitação dos doentes e das casas. Reza-se por obrigação e não por gratidão e convicção. Há um reducionismo espiritual e pastoral e um exagero em coisas de administração. Os ministros leigos realizam pregações, celebrações, trabalhos missionários e nós da hierarquia ficamos com a administração. Eis uma “inversão de valores”
O Papa Francisco quer mais pastoral e menos administração, mais missão e menos estruturas, mais proximidade do povo e menos burocracia
                             Dom Orlando Brandes - Arcebispo de Metropolitano de Londrina
          Fonte: arqlondrina.com.br       Ilustração: missaomaterrosarium.blogspot.com.br
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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Reflexão para este Mês da Bíblia

Palavra e silêncio de Deus

Impressionante o aparente silêncio de Deus diante do drama humano que se descortina a nosso redor. Mais chocante é o silêncio diante das orações dos que creem. Perseguição e violência contra cristãos, em várias partes do mundo, caso do Iraque. Morte de fome e doenças, em várias partes do Planeta, caso das vítimas do ébola na África. Coloca-se a pergunta: Deus onde estás? Eis o drama de muitos que, como Jó, rezam e não escutam resposta.
Deus nos fala no silêncio
O mês de setembro, entre nós católicos, é dedicado de forma especial à consideração da Palavra de Deus: mês da Bíblia! À pergunta sobre onde está Deus, devemos responder que Ele está no meio de nós. É isto que a Bíblia nos ensina. “A Palavra se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14). Em Jesus Deus nos fala de forma vibrante, total. São João da Cruz escreve; “Uma palavra disse o Pai, que foi seu Filho; e di-la sempre no eterno silêncio e em silêncio ela há de ser ouvida” ( cf. in Ditos de Amor e Luz n. 98).
Não há silêncio de Deus a não ser para aqueles que não querem ouvir Jesus: “Este é meu filho amado em quem encontro meu agrado: escutai-o” (Mt 17,5). Por aí se deduz que não é Deus que não fala, ou não responde. Somos nós que não sabemos fazer o necessário silêncio para ouvi-Lo. Ou nossa fé não é suficiente para fazer silêncio e contemplar o mistério que nos envolve. Deus é tão grande que não o compreendemos (cf. Jó, 36,26). O profeta Isaías deixa registrado: “...vós sois um Deus escondido”(Is 45,15). Este ocultamento é glória para Deus! (cf. Pr 25,2).
Mas se Deus se revelou plenamente em Jesus, como permanece este ocultamento? Ao ponto de São Paulo escrever: “Quem és tu, ó homem, para pedires conta a Deus?” (Rm 9,20). Aqui nos defrontamos com o mais profundo do mistério da Revelação que Deus faz de si mesmo em Jesus Cristo: Deus se revela na fraqueza (cf. 2 Cr 12,7-10). Grande parte da revolta contra Deus, e até mesmo da negação da existência de Deus está no fato de que o modo e o local, no qual Deus quis se revelar não são aceitos, embora sejam conhecidos. O que o mundo julga estulto Deus escolheu para confundir os sábios...etc
A sabedoria de Deus é infinita e se revelou na pobreza do modo e dos meios, com os quais se deu a conhecer: de Belém até a cruz. Não é fácil fazer-se conhecer quando se é Deus, pois, Ele não teria sido amado, mas adulado ou temido somente, se tivesse feito de outro modo.
O mês da Bíblia é um mês para nos recordar que a Palavra de Deus está aí para nos iluminar, a fim de percebermos no dia a dia da vida o quanto Deus continua nos falando. Sobretudo, a ensinar-nos que Deus escreve direito por linhas tortas. E que precisamos nos tornar hábeis na leitura destas linhas tortas. “Conserva-te em silêncio diante de Deus e espera Nele” (Sl 37,7). Esta é a resposta da fé, a única que convém diante da Revelação amorosa que Deus nos faz.
Para adentrar-nos no tesouro da Palavra, estão a nosso dispor tantos instrumentos que neste mês queremos recordar a todos, principalmente a urgência da iniciação à vida cristã e a animação bíblica da vida e da pastoral, propostas pelas atuais Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (Doc. 64/CNBB). 
                                                  Dom Pedro Carlos Cipollini - Bispo de Amparo (SP)
                                                                                                        Fonte: a12.com
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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Arquidiocese de São Paulo

Cartilha sobre eleições 2014

O material produzido pela arquidiocese de São Paulo (SP), com apoio da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) e da União dos Juristas Católicos de São Paulo (UJUCASP), tem por objetivo orientar as comunidades católicas em preparação as eleições de 5 de outubro.
Catedral de São Paulo 
A cartilha traz 12 itens de reflexão que tratam de questões como a relação entre religião e política e o uso de templos e lugares de cultos para fins de propaganda eleitoral partidária.
De acordo com o texto da cartilha, “os cristãos são chamados a participar ativamente na edificação do bem comum, escolhendo bons governantes e legisladores e acompanhando com atenção o exercício de seus mandatos”.
A arquidiocese pretende distribuir mais de um milhão de cópias do documento entre as mais de 300 paróquias de sua jurisdição. Parte desta tiragem já está disponível nas igrejas e comunidades locais.
A cartilha orienta os fiéis para atenção no momento do voto e recorda que “os católicos são convidados a se reunirem civicamente para fazer o discernimento sobre as propostas dos partidos e sobre os candidatos, dando seu voto a quem, em consciência, julgarem mais idôneo e merecedor de sua confiança”.
                    Fonte: cnbb.org.br - Com informações da Arquidiocese de São Paulo
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segunda-feira, 1 de setembro de 2014


A palavra alimenta e ilumina nossa vida

Em agosto, refletimos sobre a vocação humana e cristã. Por meio das vocações somos chamados a viver como pessoas amadas por Deus, construindo um mundo de fraternidade e de paz. Cada um em sua missão específica: sacerdócio ministerial, vida familiar, consagração religiosa, cristãos leigos e leigas nas comunidades.
Na vivência desses diferentes caminhos propostos pelo Senhor, construímos, todos juntos, o Reino e nos realizamos como filhos de Deus e cidadãos do mundo. Para que possamos concretizar essa nossa missão, precisamos de alimento. É esse alimento que a Igreja nos convida a saborear neste Mês da Bíblia, a Palavra de Deus.
Ao lado da Eucaristia, a Palavra constitui-se em alimento essencial para a vida cristã. Por isso, de modo especial em setembro, somos incentivados a conhecer mais sobre a Sagrada Escritura. Escutar e saborear a beleza e a sabedoria que os textos bíblicos nos proporcionam. Rezar com a Palavra e transformá-la em frutos de vida em nossa caminhada diária.
Uma forma de se alimentar com a Palavra é a Leitura orante. Apresentamos sinteticamente, para uso diário, um roteiro dessa rica forma de rezar.
Leitura orante da Bíblia

1. Oração preparatória – Pedir as luzes do Espírito Santo para este momento de intimidade com Deus.
2. Leitura do texto bíblico – Perguntar a si mesmo: O que o texto diz?
3. Meditação – Perguntar novamente, mas de forma mais pessoal: O que o texto diz para mim, hoje?
4. Oração O que o texto me leva a dizer a Deus? Rezar, espontaneamente, com salmos ou outras orações.
5. Contemplação (vida e missão) Qual meu novo olhar a partir da Palavra? Assumir um novo olhar para perceber os convites de Deus e responder com inteira adesão.
6. Oração de agradecimento pelo diálogo com Deus.
Procure se aprofundar nessa excelente forma de rezar com textos bíblicos Reserve diariamente alguns momentos para esse importante exercício de fé e amor a Deus e muitos frutos de alegria e paz surgirão em sua vida.
Que a Palavra de Deus ilumine e fortaleça sua vocação humana e cristã na vivência dos valores do Evangelho e dos valores familiares e comunitários!
                                                                                        Luiz Gonzaga da Rosa
                                                        Autor de "Discípulos e missionários na paróquia" - Editora Paulus 
          Banner: blogjonathancruz.blogspot.com.br      Ilustração: diocese-sjc.org.br
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