quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Papa Francisco pede nossas orações pelo

Sínodo dos Bispos sobre a Família


Há poucos dias do início da 3ª Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Família, marcada para o período de 5 a 19 de outubro, no Vaticano, o papa Francisco pede que rezemos na intenção dos participantes e pelo pleno êxito desse importante e histórico evento eclesial.


                                                                                                Fonte: radiovaticana.va
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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Diocese do Brasil celebram

Semana Nacional da Vida

Tem início hoje, 1º de outubro, a Semana Nacional da Vida, que culmina com o Dia do Nascituro, celebrado na quarta-feira, 8. Trata-se de uma mobilização em todo o país, com intensa programação nas dioceses, paróquias e comunidades. A data é fixa no calendário da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e propõe à sociedade o debate sobre os cuidados, proteção e a dignidade da vida humana, em todas as suas fases, desde a concepção até seu fim natural.
Para auxiliar na organização e vivência das atividades de evangelização, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB e Comissão Nacional da Pastoral Familiar oferecem o subsídio “Hora da Vida” 2014. Este ano o tema de reflexão é “Vida e Missão: lançar as redes em águas mais profundas”.
O subsídio deste ano tem a colaboração da Comissão da Pastoral Familiar do regional Sul 4 da CNBB. No texto de apresentação, o bispo de Caçador (SC) e referencial da Pastoral Familiar, dom Severino Clasen, explica que o tema escolhido para o “Hora da Vida” está em sintonia com Campanha da Fraternidade 2014 – “Tráfico Humano”. “Queremos uma pátria livre de opressão, contra toda espécie de exploração e atitudes que machucam a vida”. O bispo lembrou que todos são “chamados a cuidar e preservar a vida como dom maior”.
Em sua 4ª edição, a publicação oferece sete encontros com diferentes abordagens.  O primeiro tema é “Vida e cultura do encontro”. Tem como base os ensinamentos da primeira Exortação Apostólica do papa Francisco, Evangelli Gaudiu”. Outras temáticas são sugeridas para as reuniões em grupos como responsabilidade política e social, educação para o amor, memória e gratidão; todos eles voltados para a reflexão sobre a vida.
Vivência
O subsídio “Hora da Vida” traz também em seu conteúdo discursos e homilias do papa Francisco sobre a missão e a vida, além de reflexão do pontífice a respeito da proteção do nascituro, sugestões de celebrações e roteiros de vigílias de oração, bênção para crianças, pessoa idosa e enfermas. A Comissão Nacional orienta as comunidades para que organizem reuniões familiares e de grupos, em todos os ambientes, para aprofundar o valor único e próprio da vida. Outras iniciativas podem ser promovidas na cidade como caminhadas, seminários de estudos, fóruns de debates, entre outros.
O bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB, dom João Carlos Petrini, explica que o material “constitui em uma preciosa ajuda para compreender, com fundamento em conhecimentos científicos e teológicos, a beleza da vida, sua grandeza e dignidade, seu incompatível amor valor, numa linguagem acessível, mesmo para quem não é especialista”.
Dom Petrini chama atenção para a necessidade da valorização da vida. “Compreender e admirar são passos necessários para acolher e respeitar a vida, para superar a visão da cultura dominante que tende a banalizar e a considerar de maneira superficial”, afirma.
Mobilização
A Semana Nacional da Vida foi instituída em 2005 pela 43ª Assembleia Geral da CNBB. O Dia do Nascituro é dedicado ao novo ser humano, à criança que ainda vive dentro da barriga da mãe. A data celebra o direito à proteção da vida e saúde, à alimentação, ao respeito e a um nascimento sadio. O objetivo é suscitar nas consciências, nas famílias e na sociedade o reconhecimento do sentido e valor da vida humana em todos os seus momentos.
O assessor nacional da Comissão Vida e Família da CNBB, padre Rafael Fornasier, destaca que o evento buscar promover a cultura da vida na sociedade. “A atividade da Semana Nacional da Vida e do Dia do Nascituro é uma feliz iniciativa da Igreja. Busca ecoar na consciência não só dos católicos, mas também de todos os homens e mulheres de nossa sociedade, o quão é necessário criar uma cultura da vida numa realidade que, muitas vezes, passou a considerar certas condições humanas como descartáveis”, diz o assessor.
De acordo com padre Rafael, a partir de iniciativas da Semana da Família, espera-se que, cada vez mais, as comunidades trabalhem para humanizar o cuidado com a vida humana, desde sua concepção até o fim natural.
Baixe AQUI Cartaz da Semana Nacional da Vida e Apresentação do subsídio "Hora da Vida".
                                                                                                       Fonte: cnbb.org.br
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sábado, 27 de setembro de 2014

Dom João Carlos Petrini fala sobre o tema do

14º Congresso Nacional da Pastoral Familiar


O 14º Congresso Nacional da Família começou nesta sexta-feira (26) em São Luís (MA) com o tema “Família, Transmissora da Fé” e o lema “Anunciai a Fé com ousadia e coragem”.
Tema: Família, transmissora da Fé
Lema: “Anunciai a Fé com ousadia e coragem”
Toda a Igreja do Brasil está representada no evento pela participação de bispos, padres, coordenadores, agentes de pastorais e assessores.
O A12.com conversou com Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família, Dom João Carlos Petrini, bispo de Camaçari (BA) que falou sobre a reflexão do tema do congresso, os desafios da família e o papel dos pais na base familiar.
A12 - Em ações práticas como a família pode ser a transmissora da fé? 
Dom Petrini - A transmissão da fé realiza-se na família não em forma de catequese, de aulas. As crianças aprendem observando pai e mãe, imitando suas atitudes e posturas. As crianças são como esponjas que absorvem o que veem seus pais fazerem.
Imaginamos uma mulher que passeia com sua criança de dois ou três anos. Para admirada diante de um pôr do sol maravilhoso. Ela pode comentar com o menino: que maravilha esta tarde! Como é grande Deus que cria para nós um espetáculo tão belo! Imaginemos um pai que leva sua criança de dois ou três anos à Igreja antes de estar lotada. Chega perto do altar, segura a criança nos braços e lhe diz: Veja, menino, este é Jesus. Está na cruz para manifestar que nos ama. Ele morreu por nós. Mas agora está vivo, porque ressuscitou. Está vendo aquela luz na parede? Ele está ali, perto de nós e nos ama.
Imaginemos uma situação muito mais simples: o pai leva a criança à Igreja e quando entra, ajoelha-se e faz o sinal da cruz. Mesmo que não dissesse nada, a criança aprende que ali tem algo ou Alguém, que o pai respeita. O pai poderá pedir à criança de ajoelhar-se também e de mandar um beijo a Jesus. São situações inesquecíveis, que valem muito mais do que dezenas de aulas de catequese.
Assim, a transmissão da fé acontece na família pela postura de fé que as crianças podem ver nos pais, nas mil circunstâncias do dia. Em algum momento, o filho perguntará o porquê de certas atitudes, como no livro do Deuteronômio, a criança pergunta ao pai: “O que são estas leis e estes preceitos que o Senhor nosso Deus vos deu?” (Dt 6, 20). Um pai cristão poderá dar um testemunho como este que um amigo deu ao seu filho: “O melhor da vida é esta Presença de Jesus Cristo, que encontramos muitos anos atrás e que até o momento não desiludiu a nossa esperança, porque é fonte de paz, de certeza, de amizade, de perdão entre nós, de abertura ao sofrimento deste mundo. Em suma, Ele é uma riqueza incomparável para nós. Você também pode percorrer este caminho e seguir você também, aquilo que eu e tua mãe procuramos seguir!”
A12 - O lema propõe "Anunciai a Fé com ousadia e coragem", quais os desafios atuais enfrentados pelas famílias que não as permite anunciar com ousadia e coragem?
Dom Petrini - Os maiores desafios que a família hoje enfrenta e que dificulta a transmissão da fé é a correria dos pais que saem de casa de manhã cedo, voltam em casa, de noite, cansados, com mil tarefas para cumprir e no reduzido tempo de convivência com os filhos, raramente explicitam sua fé, ou se dedicam a ensinar uma oração, ou a reconhecer que as coisas são obra de Deus, que é Pai e Criador. Mas, a situação pior acontece quando os pais vivem sem a certeza de que são amados, sem a certeza de que a Presença de Jesus em suas vidas e em sua família é a realidade mais importante e decisiva, fonte de esperança e de fortaleza. Quando falta esta certeza, o horizonte se reduz, é as crianças absorvem a experiência de uma vida dominada pelo vazio. Mesmo que coloquem suas crianças numa escola católica, será difícil que aquele vazio seja realmente preenchido.
A12 - A partir do tema do congresso que reflexão podemos fazer sobre a força do casal na transmissão da fé?
Dom Petrini - O espaço primário e insubstituível da relação educativa, especialmente naquilo que constitui o fundamento da pessoa, as raízes que lhe dão consistência, é a família. Ela é a possibilidade concreta para cada homem e cada mulher que vêm a este mundo, de serem introduzidos na realidade total, no significado de tudo, no Mistério infinito, eterno, onipotente e criador, do qual tudo depende e na presença de Jesus Cristo, o Filho de Deus vindo na nossa realidade carnal. A Familiaris Consortio dedica os números de 36 a 40 para recordar esta irrenunciável dimensão educativa dos pais. Mas, o Direito Canônico (cânone n 1136) afirma: “Os pais têm o dever gravíssimo e o direito primário de cuidar, segundo as próprias forças, da educação da prole, quer física, social e cultural, quer moral e religiosa.”
O Concílio Vaticano II dedica ao tema uma “Declaração” intitulada “Gravissimum Educationis” (28/10/1965), na qual é afirmado um estreito vínculo entre o ato generativo e o ato educativo.
                                                                                                       Fonte: a12.com
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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Entrevista coletiva

Presidência da CNBB fala sobre o Sínodo e Eleições

A vida da Igreja e a vida política do Brasil terão momentos importantes no mês de outubro, segundo o arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno Assis. A 3ª Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos e as eleições foram os temas tratados na entrevista coletiva à imprensa na manhã desta quinta-feira, 25, na sede da Conferência, em Brasília (DF), após o encerramento da reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep).
Família
Cardeal Damasceno fala a representantes da imprensa
Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização” será o tema da 3ª Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos, a primeira no pontificado de Francisco, que acontecerá no Vaticano, de 5 a 19 de outubro. Para dom Damasceno, a família passa hoje por grandes desafios e a Igreja busca, por meio de sua reflexão “ajudar as famílias a viverem sua vocação tão bela, como uma vocação para o amor, fundamental para a Igreja e para a sociedade”.
Ele explicou o processo de preparação para o encontro. Primeiramente, foi enviado às conferências episcopais um questionário sobre a realidade das famílias. Num segundo momento, após as respostas, o resultado foi devolvido para o Vaticano. Lá foi preparado, a partir das realidades verificadas, o documento de trabalho, chamado de Instrumentum Laboris. Durante a Assembleia, haverá aprofundamento do tema, como preparação para a segunda etapa do Sínodo que acontecerá em 2015, quando será elaborado um documento final.
Dom Raymundo foi nomeado pelo papa Francisco como presidente-delegado do Sínodo, responsável por coordenar as  atividades na ausência do pontífice. Também foram nomeados para este mesmo serviço os arcebispos de Manila, nas Filipinas, e de Paris, na França. Além do cardeal Damasceno, mais três cardeais brasileiros estarão presentes na Assembleia Extraordinária:  o prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, cardeal João Braz de Aviz; o arcebispo de São Paulo (SP), cardeal Odilo Pedro Scherer; o arcebispo do Rio de Janeiro (RJ), cardeal Orani João Tempesta.
Foram convocados ainda o eparca da Eparquia Maronita de Nossa Senhora do Líbano (SP), dom Edgard Amine Madi, e o casal responsável pelas equipes de Nossa Senhora da super-região do Brasil, Arturo e Hermelinda Zamberline. Serão 191 padres sinodais e 62 participantes entre especialistas, auditores e delegados fraternos.
Eleições
Voto consciente para o bem comum
No contexto do pleito eleitoral do início de outubro, dom Damasceno recordou duas iniciativas importantes da CNBB para o que considera uma “ocasião ímpar para o cidadão exercer seu direito de escolher os representantes que vão administrar o país”.
O debate com os candidatos à Presidência da República, promovido pela CNBB e realizado pela Rede Aparecida de Comunicação, foi transmitido pelas emissoras de rádio e televisão de inspiração católica. Para para o cardeal  tratou-se de “um espaço democrático no qual os candidatos puderam apresentar suas propostas e também responder às interpelações de alguns bispos e profissionais das mídias católicas”. “Com o debate o nosso eleitor pôde conhecer ainda mais um pouquinho cada candidato e suas propostas de governo”, considera.
O cardeal destacou saúde, educação, trabalho, família, a vida, a terra e a desigualdade social como elementos a serem observados na escolha do candidato. Ao recordar a mensagem “Pensando o Brasil – desafios diante das eleições 2014”, alertou que o eleitor não deve pensar em interesses pessoais ou de grupos, mas ter uma visão mais ampla dos grandes problemas do país e escolher o candidato que julgar ter mais condições de mostrar caminhos para responder o que o povo espera dos políticos.
“Com esse texto nós fazemos um apelo e convocamos os brasileiros para que exerçam o voto de forma consciente, pensando no bem da sociedade, pensando nas questões mais amplas do nosso país”, explicou dom Damasceno.
Consep
A reunião do Consep aconteceu nos dias 23 e 24 de setembro. Estiveram presentes a Presidência da CNBB e os presidentes das doze comissões episcopais de pastoral da entidade. Assessores dessas comissões e representantes das pastorais e organismos vinculados à Conferência também participaram do encontro.
                                                                                                  Fonte: cnbb.org.br
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sábado, 20 de setembro de 2014

Papa Francisco cria uma

Comissão Especial sobre o Matrimônio 

Cidade do Vaticano (RV) - A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou neste sábado que em 27 de agosto de 2014, o Santo Padre assinou o ato de criação da uma Comissão Especial de estudo para a reforma do processo matrimonial. Em relação a esta decisão, torna-se conhecido o que segue:
Homem de oração e ação
Esta Comissão será presidida por Dom Pio Vito Pinto, Decano do Tribunal da Rota Romana, e será composto pelos seguintes membros: Cardeal Francesco Coccopalmerio, Presidente do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos; Dom Luis Francisco Ladaria Ferrer, Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé; Dom Dimitrios Salachas, Exarca Apostólico para os católicos gregos de rito bizantino; o Rev. Mons. Maurice MonierLeo Xavier Michael Arokiaraj Alejandro W. Bunge, Prelados Auditores do Tribunal da Rota Romana; o Rev. Nikolaus Schöch, O.F.M., Promotor Substituto do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica; o Rev. P. Konštanc Miroslav Adam, OP, Reitor da Pontifícia Universidade de São Tomás de Aquino (Angelicum); o Rev. P. Espinoza Jorge Horta, OFM, Decano da Faculdade de Direito Canônico da Pontifícia Università Antoniamum; e o Prof. Paolo Moneta, ex-professor de Direito Canônico na Universidade de Pisa. 
Os trabalhos da Comissão especial iniciarão o quanto antes e terão como objetivo elaborar uma proposta de reforma do processo matrimonial, procurando simplificar o procedimento, tornando-o mais ágil e salvaguardando o princípio da indissolubilidade do matrimônio. (SP) 
                                                                                            Fonte: radiovaticana.va 
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Papa Francisco exorta:

“Uma pastoral sem oração e contemplação jamais poderá atingir o coração das pessoas.

Cidade do Vaticano (RV) – O Santo Padre recebeu em audiência, na Sala Paulo VI, no Vaticano, na tarde desta sexta-feira, os participantes no Encontro internacional intitulado “O projeto pastoral da Evangelii gaudium” (a alegria do Evangelho), promovido pelo Pontifício Conselho para a Nova Evangelização.
Semeiem e deem testemunho da Palavra
Em seu denso discurso, o Papa disse que este documento “Evangelii gaudium”, que escreveu, tem um significado programático, com conseqüências importantes, mas não poderia ser diferente, uma vez que se trata da principal missão da Igreja, ou seja, evangelizar.
No entanto, acrescentou o Pontífice, há momentos em que esta missão se torna mais urgente e a nossa responsabilidade deve ser reavivada. E perguntou: 
Quantas pessoas, nas inúmeras periferias existenciais do nosso tempo, estão cansadas e abatidas e precisam da Igreja e da nossa intervenção? Como chegar até elas? Como transmitir-lhes a experiência da fé, do amor de Deus e o encontro com Jesus? Eis a grande responsabilidade das nossas comunidades e da nossa pastoral”.
Neste sentido, o Papa, disse Bergoglio, não tem a tarefa de oferecer uma análise pormenorizada e completa da realidade contemporânea, mas convidar toda a Igreja a colher os sinais dos tempos, que o Senhor nos oferece, sem cessar. Tais sinais devem ser revistos à luz do Evangelho.
Quanta pobreza e solidão, recordou o Santo Padre, vemos no mundo de hoje! Quantas pessoas, que vivem com grandes sofrimentos, pedem à Igreja um sinal de solidariedade, de bondade, de proximidade e de misericórdia divina! 
Esta tarefa, disse o Papa, cabe a todos aqueles que são responsáveis pela pastoral: bispos, párocos, diáconos, catequistas. Todos têm que ler os sinais dos tempos e dar uma resposta sábia e generosa aos sedentos e famintos de Deus. E advertiu:
Dispomos da confiança no Senhor
Diante de tantas exigências pastorais, diante de tantas necessidades espirituais de homens e mulheres, corremos o risco de espantar-nos e de retrair-nos por medo ou por autodefesa. Aqui pode advir a tentação de certa autonomia e clericalismo, codificando a fé em regras e instruções, como faziam os escribas, os fariseus e os doutores da lei, no tempo de Jesus. No entanto, o povo fiel continua tendo fome e sede de Deus”.
Como o dono da messe saía à busca de operários, assim, afirmou o Bispo de Roma, os responsáveis da pastoral devem sair, em todas as horas do dia, para ir ao encontro dos mais fracos, dando-lhes conforto e apoio, e fazendo-lhes sentir úteis na vinha do Senhor! A Igreja parece um hospital ao ar livre: quantas pessoas feridas à espera de ajuda espiritual!
Por outro lado, afirmou o Papa, a pastoral não consiste em lançar uma série de iniciativas, sem conseguir colher a essência da ação evangelizadora: dar atenção às pessoas e levá-las ao encontro com Deus. Uma pastoral que não tem esta característica se torna estéril. Mas, o Papa acrescentou também:
Uma pastoral sem oração e contemplação jamais poderá atingir o coração das pessoas. Ela se deterá na superfície e não deixará a semente da Palavra de Deus morrer, germinar, crescer e produzir muitos frutos. Não dispomos de uma varinha mágica para fazer tudo, mas da confiança no Senhor, que nos acompanha e jamais nos abandona”.
O Santo Padre concluiu seu discurso aos participantes no Encontro Internacional sobre a “Evangelii gaudium”, a alegria do Evangelho, exortando os presentes a terem “paciência e perseverança” na missão que o Senhor nos confiou, mas também confiança e a oração, que sustentam as obras. Devemos semear e dar testemunho do Evangelho! (MT)
                                                                                            Fonte: radiovaticana.va 
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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Papa convida para o

Dia de Oração pelo Sínodo dos Bispos

Há poucos dias do início da 3ª Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Família, marcada para o período de 5 a 19 de outubro, no Vaticano, o papa Francisco convoca as comunidades para o "Dia de Oração" pelo Sínodo. Este momento será realizado no dia 28 de setembro, com a participação de dioceses, paróquias, comunidades, institutos, movimentos, pastorais e associações.
Rezemos todos pelo pleno êxito do Sínodo sobre a Família
A Assembleia Extraordinária reunirá bispos de diversas partes do mundo, sacerdotes, especialistas, estudiosos, casais, que irão colaborar   na reflexão sobre "Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização".
O Dia de Oração foi escolhido como forma de estabelecer a comunhão, neste momento considerado importante na vida da Igreja, tratando-se do Sínodo. Orienta-se que a oração sugerida seja rezada nas celebrações eucarísticas e em outros momentos celebrativos. É possível, ainda, acrescentar uma intenção às invocações das laudes matutinas e às intercessões das vésperas, nos dias que antecedem o início da reunião episcopal. Além disso, recomenda-se também a recitação do rosário pelos trabalhos sinodais.
Em Roma, a oração será meditada todos os dias na Capela da Salus Populi Romani, da Basílica de Santa Maria Maior. A proposta é motivar os fiéis a orarem em intenção por todas as famílias.
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I - ORAÇÃO À SAGRADA FAMÍLIA PELO SÍNODO
Jesus, Maria e José, em vós nós contemplamos o esplendor do verdadeiro amor, a vós dirigimo-nos com confiança.
Sagrada Família de Nazaré, faz também das nossas famílias lugares de comunhão e cenáculos de oração, autênticas escolas do Evangelho e pequenas igrejas domésticas.
Sagrada Família de Nazaré, nunca mais nas famílias se vivam experiências de violência, fechamento e divisão: quem quer que tenha sido ferido ou escandalizado receba depressa consolação e cura.
Sagrada Família de Nazaré, o próximo Sínodo dos Bispos possa despertar de novo em todos a consciência da índole sagrada e inviolável da família, a sua beleza no desígnio de Deus.
Jesus, Maria e José, escutai, atendei a nossa súplica.

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II - ORAÇÃO UNIVERSAL
Irmãos e irmãs!
Como família dos filhos de Deus e animados pela fé, elevemos as nossas súplicas ao Pai, a fim de que as nossas famílias, sustentadas pela graça de Cristo, se tornem autênticas igrejas domésticas onde se vive e se dá o testemunho do amor de Deus.
Oremos e, juntos, digamos: Senhor, abençoai e santificai as nossas famílias
Pelo Papa Francisco: que o Senhor, que o chamou a presidir à Igreja na caridade, o sustente no seu ministério ao serviço da unidade do Colégio episcopal e de todo o Povo de Deus, oremos:
Pelos Padres sinodais e pelos outros participantes na III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos: que o Espírito do Senhor ilumine as suas mentes, a fim de que a Igreja possa enfrentar os desafios sobre a família, em fidelidade ao desígnio de Deus, oremos:
Por aqueles que têm responsabilidades no governo das Nações: que o Espírito Santo inspire projetos que valorizem a família como célula fundamental da sociedade, segundo o desígnio divino e sustentem as famílias em situações difíceis, oremos:
Pelas famílias cristãs: que o Senhor, que pôs na comunhão esponsal o selo da sua presença, faça das nossas famílias cenáculos de oração, íntimas comunidades de vida e de amor, à imagem da Sagrada Família de Nazaré, oremos:
Pelos cônjuges em dificuldade: que o Senhor, rico em misericórdia, os acompanhe mediante a ação maternal da Igreja, com compreensão e paciência, no seu caminho de perdão e de reconciliação, oremos:
Pelas famílias que, por causa do Evangelho, devem deixar as suas terras: que o Senhor, que com Maria e José experimentou o exílio no Egito, os conforte com a sua graça e lhes abra caminhos de caridade fraternal e de solidariedade humana, oremos:
Pelos avós: que o Senhor, que foi recebido no Templo pelos Santos anciãos Simeão e Ana, os torne sábios colaboradores dos pais na transmissão da fé e na educação dos filhos, oremos:
Pelas crianças: que o Senhor da vida, que no seu ministério os acolheu, fazendo deles modelos para entrar no Reino dos Céus, suscite em todos o respeito pela vida nascente e inspire programas educativos em conformidade com a visão cristã da vida, oremos:
Pelos jovens: que o Senhor, que santificou as bodas de Caná, os leve a redescobrir a beleza da índole sagrada e inviolável da família no desígnio divino e sustente o caminho dos noivos que se preparam para o matrimônio, oremos:
Ó Deus, que não abandonais a obra das vossas mãos, escutai as nossas invocações:
Enviai o Espírito do vosso Filho para iluminar a Igreja no início do caminho sinodal a fim de que, contemplando o esplendor do verdadeiro amor que resplandece na Sagrada Família de Nazaré, dela aprenda a liberdade e a obediência para enfrentar com audácia e misericórdia os desafios do mundo de hoje.
Por Cristo nosso Senhor.
                                                 Fonte: cnbb.org.br    Com informações do news.va
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