terça-feira, 14 de abril de 2015

Assessor da Comissão Vida e Família

explica proposta das Associações de Família

No último final de semana, 11 e 12 de abril, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, promoveu a 1ª Reunião das Associações de Família no Brasil.
Padre Rafael Fornasier
Assessor Nacional da Comissão Família e Vida
O evento foi realizado na sede da Secretaria Nacional da Pastoral Familiar (Secren), em Brasília (DF) e contou com apoio da Confederação Nacional de Entidades de Família (CNEF), que atua na articulação junto ao Congresso brasileiro em projetos de lei relativos à família.
Em entrevista ao A12.com, o Assessor Nacional da Comissão Vida e Família da CNBB, padre Rafael Fornasier, comentou que a reunião foi um momento importante para conhecimento dos trabalhos das associações e projetos futuros em conjunto.
Padre Rafael Fornasier ainda explicou como as Associações de Família podem ser organizadas e qual o papel delas na atualidade.
A12.com - Em que consiste as Associações de Família? Quais seus objetivos?
Padre Rafael Fornasier - A Associação de Famílias no Brasil surgiu no intuito de responder ao apelo de São João Paulo II na "Exortação Apostólica Familiaris Consortio", formando em todas as cidades organismos que possibilitem com que a família tenha recursos para atuar como sujeito social, tendo seu papel como família cidadã
A12.com - Como constituir uma Associação de Família?
Padre Rafael Fornasier - 1º PASSOCongregar e organizar o grupo – é conversar com amigos da Igreja, com colegas do trabalho e com vizinhos a respeito da família, das ameaças que enfrenta e da possibilidade de formar uma Associação para promovê-la. Esse primeiro passo é fundamental e exige o cuidado de convidar pessoas que concordem que o bem maior é a família constituída por um homem e uma mulher, que prometem amor e fidelidade ao longo da vida inteira, fundada no matrimônio e aberta a gerar filhos e a educá-los.
2º PASSO Organização estrutural – é reunir um grupo de 5 a 10 pessoas para entrar nos detalhes da Associação, dos objetivos, ler o modelo de Estatutos, conversar a respeito dos sócios, da sede e outros. É necessário identificar uma sede como endereço da Associação, no qual os membros da sua diretoria podem encontrar-se.
3º PASSOOrganização direcional e funcional - Deve escolher a diretoria e que os diretores da Associação não coincidam com os coordenadores pela Pastoral Familiar, evitando acúmulo de funções. Contar com colaboração de sócios fundadores, com contribuição mensal. Após eleição dos diversos membros da diretoria e se levam os estatutos e a ata ao cartório para o registro e registro no CNPJ.
A12.com - Qual o papel das Associações de Família na sociedade atual?
Padre Rafael Fornasier - A Associação também tem a proposta de congregar pessoas convictas dos verdadeiros valores familiares para que se empenhem e fortaleça o núcleo familiar na vida em sociedade.  Por isso, a primeira reunião das Associações de Família tratou de um momento importante para conhecimento dos trabalhos das associações e projetos futuros em conjunto.
Sendo assim, podemos  conhecer as Associações já existentes ou recém-criadas, com o intuito de aprofundar a natureza, a finalidade e os objetivos dessas associações, bem como a criação de uma rede de ação conjunta
Mais informações sobre as Associações de Família e a Pastoral Familiar pelo site: www.cnpf.org.br
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                                                                                                                         Fonte: a12.com

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Comissão da CNBB disponibiliza livreto para o

Dia Mundial das Comunicações

O 49º Dia Mundial das Comunicações Sociais propõe como tema "Comunicar a família: ambiente privilegiado do encontro na gratuidade do amor”. O evento será celebrado no dia 17 de maio, domingo que antecede Pentecostes.
A mensagem do papa Francisco para esta celebração está em consonância com a Assembleia Ordinária do Sínodo sobre a Família, que acontecerá em outubro próximo. 
Na família, é sobretudo a capacidade de se abraçar, apoiar, acompanhar, decifrar olhares e silêncios, rir e chorar juntos, entre pessoas que não se escolheram e todavia são tão importantes uma para a outra… é sobretudo esta capacidade que nos faz compreender o que é verdadeiramente a comunicação enquanto descoberta e construção de proximidade”, escreveu o papa Francisco na mensagem.
Subsídio para vivência
Buscando auxiliar os regionais, dioceses e paróquias na vivência e celebração do Dia Mundial das Comunicações Sociais, a Comissão Episcopal para a Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) prepara, todos os anos, um subsídio com orientações e sugestões de atividades. Foram impressos 16 mil livretos. O material traz a mensagem do papa Francisco, reflexão sobre o tema, sugestões para comemorar a data e motivações da celebração eucarística.
É desejo do Santo Padre que o Dia Mundial para as Comunicações seja celebrado em todas as Igrejas de forma participativa, reflexiva e celebrativa, para que cada vez mais os cristãos desenvolvam uma consciência crítica frente aos meios e processos de comunicação”, explica o arcebispo de Campo Grande (MS) e presidente da Comissão para a Comunicação da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa.
Articulação nas dioceses
O material é enviado às coordenações e lideranças da Pastoral da Comunicação (Pascom), responsáveis por articular e animar a comunicação nas igrejas locais. A Comissão orienta, também, o estudo do Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil, que traz pistas de ação.
O subsídio está disponível no link 49º Dia Mundial das Comunicações Sociais.
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                                                                                           Fonte: cnbb.org.br

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Comissão da CNBB divulga

 subsídios da Semana da Família e da Vida

Os subsídios "Hora da Família" e "Hora da Vida" são produzidos pela Comissão Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF), com a proposta de animar as famílias ao encontro fraterno, de partilhas e reflexão sobre os ensinamentos e valores cristãos acerca da vida e da família.
Subsídios
A partir da primeira quinzena do mês de março, os subsídios estarão disponíveis para venda no site da Pastoral Familiar: www.lojacnpf.org.br.
O "Hora da Família" e "Hora da Vida" estarão disponíveis simultaneamente. O objetivo é motivar as comunidades para celebrar intensamente, em todo o Brasil, a Semana Nacional da Família, de 9 a 15 de agosto, e a Semana Nacional da Vida, de 1º a 7 de outubro, que culminará com o Dia do Nascituro, dia 8.
Encontros
A edição 2015 do "Hora da Família" está em sintonia com o tema do Encontro Mundial das Famílias, que ocorrerá no mês de setembro, na Filadélfia. Propõe para reflexão "O amor é a nossa missão: a família plenamente viva" e traz na capa do subsídio uma imagem do papa Francisco rodeado de crianças alegres com balões, celebrando a família.
O "Hora da Vida" traz como tema de reflexão "O Evangelho da Vida: AnunciarCelebrar e Servir", propondo sete encontros, com diferentes abordagens sobre a celebração da Vida. O subsídio recorda também os 20 anos da Encíclica Evangelium Vitae, de São João Paulo II.
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                                                                                                                            Fontes: cnbb.org.br

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Comissão Vida e Família da CNBB

 apresenta resultados dos trabalhos

“Nossa preocupação foi investir na formação, sendo uma das prioridades. Ao longo desses quatro anos, privilegiamos as formações com casais, assistentes eclesiásticos, bispos e lideranças”, explicou o bispo de Camaçari (BA), dom João Carlos Petrini, em apresentação dos trabalhos da Comissão para a Vida e a Família da CNBB, na reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), no dia 4.
Dom Petrini preside a Comissão que é composta pelos seguintes membros:  o bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ), dom Antônio Augusto Duarte e o bispo de Coari (AM), dom Marcos Piatek. A Comissão conta, ainda, com a colaboração do assessor nacional, padre Rafael Fornasier.
Em 2011, durante a 49ª Assembleia Geral da CNBB, dom Petrini foi nomeado presidente da Comissão Vida e Família. Após quatro anos, ele apresentou aos bispos do Consep os avanços e projeções da Pastoral Familiar no Brasil, a partir das motivações das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE).
“Quando fui nomeado como presidente da Comissão tive receio, por se tratar de uma relação em âmbito de Brasil. Mas, busquei por meio do diálogo com os demais bispos dar continuidade aos trabalhos anteriores”, disse o bispo.
Projetos e avanços
Nesta gestão, a Comissão avançou na realização da Semana Nacional da Vida e produção do subsídio “Hora da Vida”. A atividade nacional está em sua 5ª edição este ano, com objetivo de valorizar a vida desde o ventre materno. Outra ação realizada há mais de seis anos é a Peregrinação Nacional da Família ao Santuário Nacional de Aparecida.  
Uma das novidades foi a intensificação do Simpósio Nacional da Família, em sua 5ª edição, com a Peregrinação. Os eventos reúnem durante seis dias, mais de 150 mil peregrinos.  Além do dia reservado para orações e espiritualidade, o Simpósio tem caráter formativo, com palestras e conteúdos atuais sobre a família.
Ainda, dentro do calendário da Comissão, duas atividades nacionais ganham destaque: a Semana Nacional da Família, realizada em agosto, e a Semana Nacional da Vida, no mês de outubro. Para essas ações são produzidos subsídios específicos, oferecidos às dioceses, paróquias e comunidades para as vivências das Semanas, sendo o “Hora da Família”, com tiragem de 260 mil exemplares e o “Hora da Vida”, 30 mil unidades.
Formação para a família
O assessor da Comissão, padre Rafael Fornasier, destacou na linha de formação duas importantes ações: o Instituto Nacional da Família e da Pastoral Familiar (Inapaf) que oferece formações nos módulos presenciais e à distância, para agentes da Pastoral Familiar e de outras Pastorais, a partir da difusão da vivência de valores humanos e cristãos em família e em sociedade. Outra ação foi o lançamento, em âmbito nacional, das Escolas de Famílias.
“Foram diversas atividades realizadas nesses anos como formações, simpósios, seminários, encontros voltados aos agentes da Pastoral Familiar. A partir dessas formações, criamos muitos subsídios e publicamos diversos livros”, disse padre Rafael.
A Comissão coloca à disposição das pastorais diferentes instrumentos de trabalho para aprofundar e compreender melhor a família do ponto de vista da Teologia, do Magistério da Igreja e das Ciências Humanas.
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                                                                                                       Fonte: cnbb.org.br

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Papa Francisco:
Os pais devem ser doces e firmes com os filhos

Cidade do Vaticano (RV) – Na Sala Paulo VI, o Papa recebeu cerca de sete mil fiéis para a Audiência Geral desta quarta-feira (04/02).
Sob o som de “Solo lo pido a Dios”, tocado ao vivo na Sala, o Papa percorreu o corredor central para saudar e receber o carinho dos peregrinos, que saúdam entusiasmados o Pontífice.
Em sua catequese, o Papa voltou a falar do papel dos pais na família, desta vez ressaltando os aspectos positivos. “Toda família necessita do pai”, constatou Francisco, que se inspirou nas seguintes palavras do Livro dos Provérbios: “Meu filho, se o teu coração é sábio, meu coração também se alegrará”.
Pais unidos e próximos dos filhos
“Este pai não diz que se orgulha porque o filho é como ele”, explicou o Papa, mas diz algo bem mais importante, isto é: que se alegra toda vez que o filho age com sabedoria e retidão. E um pai sabe bem quanto custa transmitir esta herança. Proximidade, doçura e firmeza são atitudes necessárias – e que só podem ser manifestadas com um pai presente na família.
O pai deve estar próximo da mulher, para compartilhar tudo, alegrias e tristezas, fadigas e esperanças. E deve estar próximo dos filhos em seu crescimento: quando brincam e quando se empenham, quando ousam ou hesitam, quando erram e voltam atrás. Pai presente, sempre! Presente não significa controlador, pois pode anular o filho”, advertiu.
Francisco cita também como exemplo o pai da parábola do filho pródigo. “Quanta dignidade e ternura naquele pai que espera à porta de casa que o filho regresse!” Um bom pai sabe esperar e sabe perdoar, do profundo do coração. Certamente, sabe também corrigir com firmeza, sem sentimentalismos. O pai que sabe corrigir sem humilhar, é o mesmo que sabe proteger sem poupar-se.
“Punir na medida justa”, disse Francisco, lembrando de um pai que disse, numa reunião de casais, que jamais batia no rosto dos filhos para não humilhá-los. Depois de experiências e falências, voltar para casa e não encontrar um pai pode provocar feridas difíceis de serem curadas.
Por fim, o Pontífice garantiu a proximidade da Igreja a todos os pais:
A Igreja, portanto, está empenhada em apoiar com todas as suas forças a presença generosa dos pais nas famílias, porque eles são para as novas gerações custódios e mediadores insubstituíveis da fé na bondade, na justiça e na proteção de Deus, como São José.” (BF)
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                                                                                                   Fonte: radiovaticana.va    news.va

Assista à Catequese do Papa:


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                                                               Fonte: vaticanbr/youtube

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Presidente da CNBB

abre consulta às dioceses sobre o Sínodo da Família

"Ficaria muito grato se o senhor promovesse uma consulta ampla com o Povo de Deus da sua diocese para o bom êxito do processo sinodal que se concluirá com a segunda e última etapa do Sínodo sobre a Família, em outubro próximo. Aproveito para pedir as orações de sua diocese para a família e a próxima Assembleia Sinodal", disse o arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno Assis, em carta enviada aos bispos do Brasil. Acesse o questionário disponibilizado pelo Vaticano
Dom Raymundo Damasceno
A iniciativa do presidente da CNBB é motivada a partir do comunicado do secretário-geral do Sínodo, cardeal Lorenzo Baldisseri, que pede a realização de "uma ampla consulta com todo o povo de Deus sobre a família segunda a orientação do processo sinodal".
Diante da solicitação da Santa Sé, dom Raymundo Damasceno, também delegado-presidente do Sínodo, pede a contribuição das dioceses do Brasil com a consulta sobre a família.
O texto de trabalho (Instrumentum laboris) da primeira fase do Sínodo, também contou com a colaboração das dioceses de diversos países. A consulta ao povo é um pedido do papa Francisco, que tem incentivado a participação das comunidades nas reflexões do Sínodo. A 3ª Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos foi realizada de 5 a 19 de outubro, no Vaticano.
Ouvir o povo
O primeiro dos documentos da 3ª Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos, os Lineamenta, além das reflexões, apresenta uma série de perguntas. O objetivo é avaliar o texto produzido pelos bispos e solicitar o aprofundamento do trabalho começado durante a Assembleia. Ao todo, o documento propõe 46 questões para serem refletidas e orientadas a partir de temáticas:
"O contexto sociocultural", "A relevância da vida afetiva", "A família no desígnio salvífico de Deus", "A indissolubilidade do matrimônio e a alegria de viver juntos", "Cura pastoral de quantos vivem no matrimônio civil ou convivem", "A atenção pastoral às pessoas com tendência homossexual", "O desafio da educação e o papel da família na evangelização".
Orientações
No site do Vaticano está disponível o questionário (baixe aqui) que deverá nortear os trabalhos de estudos nas dioceses, sob orientação do bispo local ou responsável. A CNBB irá receber as contribuições e produzirá uma síntese do material coletado nas igrejas particulares. Posteriormente, esse conteúdo será enviado à secretaria geral do Sínodo, responsável em preparar o texto de trabalho para a 14ª Assembleia Geral Ordinária, que ocorrerá de 4 a 25 de outubro próximo, no Vaticano. O tema proposto será "A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo".
A secretaria do Sínodo orienta, ainda, que as Conferências Episcopais escolham as modalidades adequadas para produzir as reflexões, conforme orienta o documento. Outra sugestão é que agentes de pastorais das Igrejas particulares e instituições acadêmicas, organizações, movimentos laicais e outras instâncias eclesiais sejam envolvidos no trabalho.
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                                            Fonte: CNBB com informações da Secretaria do Sínodo/Vaticano

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015


Papa: 
"Pais ausentes deixam graves lacunas nos filhos"

Cidade do Vaticano (RV) – Nesta quarta-feira, 28, o Papa Francisco encontrou-se com os fiéis na Sala Paulo VI na audiência geral que concede semanalmente. Retomando o caminho da catequese sobre a família, o tema abordado nesta ocasião foi ‘o pai’. 
A passagem bíblica lida – em várias línguas – no início do encontro, do Evangelho de João, 14,18 (Não vos deixarei órfãos), foi a base da reflexão de Francisco. 
Pai, ontem e hoje
O Pontífice começou analisando que “esta palavra - pai - possui um sentido universal e é muito cara aos cristãos, pois Jesus nos ensinou a chamar assim a Deus e a usava para manifestar a sua relação especial com Ele”. 
Os filhos necessitam de pais presentes
Hoje, porém, sobretudo na cultura ocidental, o conceito de pai parece estar em crise; a figura do pai está simbolicamente ausente. No início, isso foi visto como uma libertação do ‘pai-patrão’, autoritário e censor da felicidade dos filhos. Antigamente, lembrou o Papa, era comum um certo autoritarismo; muitos pais tratavam seus filhos como escravos e não respeitavam sua autonomia, exigências pessoais; não os ajudavam a crescer em liberdade.
Com o tempo, isso foi mudando de um extremo para o outro”, prosseguiu Francisco. O problema hoje não é mais a presença invasiva dos pais, mas a sua ausência: estão ‘foragidos’, concentrados em si mesmos. Deixam sós os filhos pequenos, na sensação de orfandade. O Papa revelou que “quando era Arcebispo de Buenos Aires sentia isso nas crianças e jovens e perguntava a seus pais se tinham tempo para os filhos, se tinham coragem e amor suficientes para brincar ou conversar com eles”.
As consequências
A ausência do pai é muito nociva às crianças e aos jovens, produz lacunas e feridas que podem ser muito graves; e sem perspectivas e valores, eles ficam vazios e propensos a buscarem ídolos que preencham os seus corações”. 
Mas também quando estão em casa, muitas vezes não se comportam como pais, não cumprem o seu papel educativo, não dão a seus filhos, com seu exemplo, os princípios, valores e regras de vida de que precisam”. 
Pais 'deslocados'
Em certos casos – disse ainda – os pais não sabem bem que lugar ocupam na família e, na dúvida, se abstêm ou optam por uma relação ‘de igual para igual’ com os filhos. “É verdade que se deve ser companheiros dos filhos, mas sem se esquecer que se é pai, né?”.
Sua ausência deixa os jovens sem estradas seguras, sem mestres nos quais confiar. Ficam órfãos de ideais que lhes aqueçam os corações, órfãos de valores e de esperanças que os amparem no dia a dia. São preenchidos de ídolos, mas lhes é roubado o coração, são levados a sonhar divertimentos e prazeres, mas não lhes dá a chance de trabalhar, são iludidos com o deus-dinheiro e privados das verdadeiras riquezas”. 
Por isso, mais do que nunca, Francisco lembrou a promessa de Jesus: «Não vos deixarei órfãos». Somente através de Cristo a paternidade pode realizar todas as suas potencialidades segundo o plano de Deus, nosso Pai. 
E terminando, esclareceu que desta vez, abordou exclusivamente as problemáticas derivadas da ausência da figura paterna; sendo um pouco ‘negativo’. Mas prometeu que na próxima quarta-feira, será analisada a beleza de ser pai e da luminosidade desta condição. "Da escurdião de hoje, passarei à luz"
No final do encontro, Francisco saudou os grupos presentes, inclusive os fiéis e pastores de Brasília, e concedeu a todos a sua bênção apostólica. (CM)
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                                                                                          Fonte: radiovaticana.va
Assista ao vídeo da catequese do Papa com tradução da Rádio Vaticano:


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